domingo, 23 de dezembro de 2012

Mensagem de Fídel Castro


Todos los revolucionarios cubanos somos martianos y bolivarianos

Carta del Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz a Nicolás Maduro, leída en el acto conmemorativo por 8vo Aniversario de la ALBA.

Querido Nicolás Maduro:
Con motivo de los aniversarios que ustedes celebran hoy deseo expresar lo siguiente, la ausencia del Presidente electo por más de 8 millones de venezolanos nos conmueve a todos.
Conocí a Hugo Chávez hace exactamente 18 años, alguien lo invitó a Cuba y él aceptó la invitación. Me contó que tenía la idea de solicitar una entrevista conmigo, lejos estaba de imaginarme que aquellos militares tildados de golpistas por las agencias cablegráficas, que con tanta discreción durante años sembraron sus ideas, era un grupo selecto de revolucionarios bolivarianos.
Esperé a Chávez en el aeropuerto, lo conduje al lugar de su hospedaje y conversé con él durante horas intercambiando ideas. El día siguiente en el Aula Magna de la Universidad de La Habana cada cual expresó sus ideas.
Nuestras concepciones difieren en aspectos que son ajenos de los conceptos y principios políticos y de las cuales ni siquiera hablamos. Nuestra cooperación médica en venezuela comenzó a raíz de la tragedia de Vargas, en la que miles de personas murieron como consecuencia del abandono y la imprevisión donde vivía la población más pobre de ese estado.
Venezuela por su parte, ha sido especialmente solidaria con los pueblos del Caribe, Centroamérica y Sudamérica. Desarrolló fuertes vínculos con Bolivia, Ecuador, Brasil, Uruguay, Argentina y otros. Ha cultivado relaciones con Rusia, Belarus, Ucrania y otras repúblicas de la antigua URSS. No olvida a Palestina ni a Libia. Presta atención a sus vínculos económicos y a las relaciones políticas con China, es solidario con los pueblos de África. Practica una política de paz con todos los países.
El nombre de Hugo Chávez se admira y respeta en el mundo entero. Todos, e incluso muchos de los adversarios, le desean un pronto restablecimiento. Los médicos luchan con optimismo por este objetivo.
Como se conoce, todos los revolucionarios cubanos somos martianos y bolivarianos. Tengo la seguridad de que ustedes con él y aún por dolorosa que fuese la ausencia de él serían capaces de continuar su obra.
Viva Hugo Chávez. Hasta la victoria siempre.
Sábado, 15 de Diciembre de 2012 (10:21 pm)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Terrorismo social

O governo PSD/CDS pratica o terrorismo social tão do agrado de todas as direitas. Precariza vínculos laborais, facilita e promove milhares de despedimentos, retira prestações sociais elementares, caustica os que mais sofrem com o aumento de preços de produtos essenciais,
aumenta as rendas e facilita os despejos, dificulta o acesso ao crédito para aquisição de habitação própria, cerceia o acesso à saúde, educação, justiça e cultura a crescente número de portugueses; rouba e aliena património nacional apostado em imitar o governo do dotador Pinochet.

Enquanto impávido, hipócrita e cruel desenvolve estas malfeitorias, rouba salários e subsídios de férias e de Natal e entrega o produto do seu ofício criminoso aos bancos e especuladores financeiros. Destrói, na senda de Mário Soares e Cavaco Silva, o potencial produtivo nacional e mima com desvelo os empresários de vão de escada.

Se é verdade que adquiriu legitimidade para governar através de eleições - profundamente viciadas por vigaristas que, ao serviço da troika ps/psd/cds, vendem por atacado a banha da cobra do pensamento único - tendo feito dos resultados eleitorais um uso manifestamente reprovável, não só incumprindo o que prometeram como fazendo o que não submeteram a sufrágio, tal legitimidade eclipsou-se rapidamente.

É pois um governo mentiroso, vigarista e ilegítimo, cuja substituição se impõe. Aos que tanto têm resistido à corja governamental, de sindicalistas a estudantes, de gente sem partido aos militantes do PCP, devemos estar gratos. Sem o seu abnegado esforço, sem a sua consequente coragem e sacrifício estaríamos bem pior.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sobre a moral



"O confronto entre os princípios dos grandes grupos morais tem particular interesse. E este processo (o processo em que Álvaro Cunhal estava a ser julgado) oferece um exemplo vivo dessas divergências e contrastes. entre a defesa e a acusação neste processo chocam-se na verdade dois mundos morais. O nosso dita-nos as seguintes regras: "Não trair os amigos nem quem em nós confiou"; "ser devotado na defesa das próprias ideias"; "sobrepor sempre o bem colectivo à sorte pessoal". Mas, na acusação, na intimidação que está por detrás da acusação, estão implícitas outras regras morais: aquela que indica e incita à traição dos próprios amigos e ideias; aquela que indica e incita a pôr no mercado, como qualquer outra mercadoria, as acções e os princípios. Deixamos para os nossos adversários tais regras morais. A nossa moral é incomparavelmente superior.

Deste processo e deste julgamento sairemos moralmente vitoriosos. Isso nos basta."

Álvaro Cunhal, in Obras Escolhidas, Tomo II, pp 213, ed. Avante!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Devota e ordeira, a comunicação social dominante noticia, até à exaustão, a morte de um mercenário cubano, num acidente de viação, quando viajava na companhia de um dirigente do PP espanhol. Que terrível e inepta deve ser a ditadura cubana: não apenas permite que estes facínoras se movimentem à vontade, como aceita que o façam concertadamente com os que lhes pagam o trabalho sujo. A não ser que seja apenas pérfida. E que tal permissão sirva afinal para que entendamos o que o povo traduz de forma simples: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Por mim, que não desejo a morte a ninguém, diria à guisa de epitáfio: morreu um grande filho de puta!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Jornal «Avante!» - Opinião - No bom caminho

Diz a notícia: «furtos para comer disparam nos supermercados» - e explica que «o número de pessoas que roubam comida nos supermercados aumenta todos os dias».
Pão, leite, bacalhau, carne, peixe, queijo, salsichas, atum, chouriço e fiambre estão entre os produtos mais visados pelos que deles necessitam como de pão para a boca.
Diz, ainda, a notícia que as pessoas que «roubam para matar a fome» eram, até há um ano atrás, em regra, «idosos com baixas reformas» - e eram esses os «suspeitos» sobre os quais recaía a cerrada vigilância nos supermercados. Todavia, um ano após a ocupação do País pela troika FMI/UE/BCE, «já não há clientes insuspeitos» - isto porque, entre os que, actualmente, «roubam para comer», há cada vez mais «pessoas bem vestidas, da classe média, que até trabalham, mas o que ganham não chega para alimentar a família».
Os que têm a infelicidade de ser apanhados, são regra geral submetidos a julgamento imediato e, desde logo, condenados a pagar multas (quem é que diz que a Justiça não é célere?...)
A notícia não diz como é que esses condenados, que não têm dinheiro para comer, o arranjam para pagar as multas. Mas também para isso a Justiça há-de ter soluções céleres...
«Roubar para matar a fome»: eis uma das imagens de marca de Portugal após trinta e seis anos de política de direita praticada pela troika PS/PSD/CDS – com a preciosa ajuda, de há um ano para cá, da troika ocupante.
Mas não nos preocupemos: as troikas zelam por nós. E para resolver este e todos os outros problemas existentes, elas têm uma solução de eficácia garantida: assegurar a «estabilidade» - que é uma das filhas da ordem natural das coisas, a tal que nos ensina que ricos e pobres sempre houve e há-de haver... – de forma a garantir o prosseguimento da mesma política de direita que conduziu à situação actual e a assegurar a continuação da concentração da riqueza nas mãos de uns poucos e o alastrar da pobreza, da miséria e da fome por milhões de portugueses – para os quais restará sempre o caminho de «roubar para comer» e (ou) de estender a mão à outra filha da ordem natural das coisas: a caridade...
Tudo isto a confirmar que, como os troikistas não se cansam de repetir, Portugal «vai no bom caminho».


José Casanova, Avante de 5/07/2012

domingo, 18 de março de 2012

As memórias do monstro e o fascista atrevidote

O fascista que desempenha funções como presidente de Câmara de Santa Comba Dão, quer reabilitar a imagem do assassino impiedoso e cruel ditador engarrafando vinho com o nojento título de "memórias de salazar". Para que não se trate de uma iniciativa de publicidade enganosa, mais uma, do conteúdo a engarrafar hão-de fazer parte todas as atrocidades cometidas, as detenções, os espancamentos, os assassinatos, os campos de concentração, as torturas, o medo, o atraso a que Portugal foi amordaçado. e também, se não for pedir muito, o conteúdo que permita explicar como é que, a um presidente eleito em democracia, é permitido fazer tanta e tão reiterada apologia do fascismo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Obrigado, PCP!

Do fundo do coração, digo-vos: os tempos são muito difíceis, abunda o sofrimento, o desencanto, a miséria. Mas sinto um orgulho progundo. Neste Portugal seviciado, primeiro por socialistas de cabaré como esse burlão chamado sócrates e agora por fascistas travestidos de democratas, alegra-me e anima-me a coerência, a coragem, a honradez e inteligência de um colectivo imenso, de homens , mulheres e jovens que marcham unidos pelo mesmo ideal libertador, pela mesma rubra bandeira e sob a mesma sigla inspiradora e referente: o PCP!

Criado em 1921, a 6 de Março, o PCP tem uma história heróica de luta contra o fascismo que o torna único no panorama mundial. Podem difamá-lo, prender-lhe ou assassinar-lhe os militantes, a tudo resiste e por tudo se reforça. Os que não o conhecem pasmam, não entendem como pode reforçar-se tamanha convicção num colectivo que, em tantas outras paragens simplesmente desapareceu. Esses não sabem o essencial: o PCP é seiva popular, é de facto o único partido genuinamente português.

Hoje, todos falam do abismo em que nos colocaram, mas só a análise lúcida e corajosa efectuada pelo colectivo dos comunistas portugueses predisse esta desgraça. Então, os mesmos vigaristas que hoje nos massacram, apelidaram os comunistas de catastrofistas. E afinal, de todas as análises, a do PCP era a única correcta. Por isso, quero agradecer aos comunistas pelo exemplo de coragem, verdade, seriedade e competência. E garantir-lhes que para mim os partidos não são todos iguais: há o PCP e os outros. E estes, sendo mais, são uma e a mesma coisa.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A corja

Enquanto os jornalistas do sistema se divertem com a morte de um dirigente da Coreia do Norte, que se fosse rei mereceria dos mesmos os melhores encómios, o país vai soçobrando desgovernado por um bando de malfeitores. Aduladores profissionais, sofistas bem pagos e indiferentes à sorte de um povo confrontado com uma corja de vigaristas ressabiados com o 25 de Abril e descendente de fascistas, pides e bufos, competem para ver quem escreve a piada mais boçal sobre um morto.

Entretanto, a direita ultraliberal aplica o programa económico do governo de Pinochet, arrasa direitos, faz recuar o país para os tempos negros do fascismo, mata qualquer réstea de esperança. E não há um só desses lacaios capaz de apontar a evidência: não temos governo, estamos sitiados por um gangue, uma seita de ladrões.

Basta pensar na evidência: se cada um dos membros da organização de Passos Coelho ganhava, antes de desempenhar as ministeriais funções, centenas de milhar de euros por ano - e conhecendo-se a sua gula por dinheiro - a que título aceitariam ir para o governo ganhar o que eles próprios consideram a "módica" retribuição de ministro? 

Patriotas não são, como bem se alcança pela vergonhosa submissão à troika. Logo, só há uma resposta: a módica remuneração esconde, prestativa, a choruda corrupção. E nisto reside a governação capitalista; à vez, ps/psd e cds abocanham a riqueza do povo, servem-se e às respectivas clientelas. quando o roubo alastra e caem podres de ricos, os irmãos gémeos com nomeação diferente, ocupam os lugares e continua a festa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Obrigado, filha!

A minha filha contou-me que fez, na escola, uma redacção. De manhã foi visitar a praia das Avencas e de tarde foi à grande manifestação da CGTP. “Sabes, pai”, contou-me admirada e orgulhosa, “escrevi que tinha dado um beijinho ao Jerónimo e ao Francisco Lopes e os meus colegas de turma nem sequer sabiam de que Partido eram os pais”.

Quando se deitou, pediu-me, como faz habitualmente, para lhe contar uma história. Só tem uma exigência habitual: que a história seja inventada por mim. Mas hoje à noite, acrescentou um requisito: “Fala-me da camponesa que os pides mataram por lutar contra a miséria”. E eu falei.
Por estas e por outras, quando me dizem que a História chegou ao fim, o desprezo que nutro pelos que sempre claudicam ante as adversidades, faz-me rir. A História avança e mesmo que os poderosos façam “planos para mil anos”, como dizia o poeta, estou certo de que também a minha Rita, milhões de ritas em todo o Mundo, empunhará a bandeira dos que lutam contra a opressão e a iniquidade.
Obrigado, filha!