quarta-feira, 13 de abril de 2005

A Dor das Crianças Não Mente

“O que me magoou mais no decorrer deste processo, foram os ataques brutais contra as vítimas, crianças indefesas, na generalidade órfãs de pai e mãe, pobres e com histórias de vida dramáticas. Usaram contra a sua coragem e pungente sofrimento, todo o tipo de munições, das palavras alarves às perseguições e ameaças que só não puderam concretizar porque polícias honrados estavam lá. Ao lado dos agredidos, dos deserdados, solidários com a dor dos meninos, que á afinal a dor tamanha de um país acordado para a barbárie de supetão, graças ao honrado trabalho da jornalista Felícia Cabrita. Cedo a ofensiva cruel e desumana contra as vítimas fez parte da estratégia de destruição de toda a investigação. Sempre que surgem as primeiras denúncias de abuso sexual de crianças, estas são imediatamente apelidadas de prostitutas, marginais e mentirosas. Mas a realidade é bem diferente: a dor das crianças abusadas sexualmente, não mente!”

6 comentários:

antonio disse...

Só soube hoje que o Pedro tinha um blogue. Claro que o vou linkar.
Não desarme na luta pela verdade, contra a tirania dos senhores do "quero, posso e mando". Em meu nome, e creio que em nome de muitos mais como eu, OBRIGADO.

Um abração do
Zecatelhado

cajolas disse...

Parabens pelo teu livro(desculpa se te trato pot tú), ainda não o li, mas estou curioso.

Ouvi atentamente a tua entrevista na SIC NOTICIAS com o grande entrevistador Mario Crespo, e realmente é preciso que hája justiça, de uma vez por todas.

O País precisa e as vítimas merecem que sejam apurados e punidos exemplarmente os culpados.

Continua a lutar que um dia vão reconhecer o mérito de que lutou contra tudo e contra todos.

Por mim, resta-me agradecer a tua luta.

Anónimo disse...

Irmão
Alguém que se esconde de si próprio, sem que se deixe ver pelos outros e escondendo a verdade, de certo vive a penar. A esses, deixa-os penar.
Lembra-te que, quem finge, fecha os olhos à realidade e isso é esconder o destino. Acredita - Ninguém consegue fingir sempre porque o destino "é um menino irrequieto" e não se deixa esconder!
Palavras... leva-as o vento. Os sonhos ficam no esquecimento.
Tu fizeste-me pensar.
Enquanto vou lendo o teu livro, choro por vivências tão iguais e por um momento penso... Apesar de tudo, existe alguém que com a sua amizade aproveita os meus sonhos e... ama-os mesmo mortos. Porque já fomos crianças muito maltratadas na vida.

OBRIGADA por seres o ser humano que és.
Um beijo do tamanho do mundo para ti e tua família amorosa.

Alte Pinho disse...

Li o teu livro de uma acentada, numa noite de sábado, sem que por um momento me distraísse do rigor narrativo e da beleza poética da tua proza.
Um abraço solidário!
A.P.

GIN disse...

Ainda não li o teu livro, mas este teu blog e a tua forma de escrita deu-me vontade de o fazer. Já trabalhei com meninos de rua muitos anos e imagino (porque na realidade apenas posso iamginar o não vivido) o que passaram as crianças abusadas da Casa Pia, o que continuam a passar os abusados de então e o que ainda passam asa crianças de hoje.
Abraço solidário

Anónimo disse...

Ó senhor Doutor Pedro Namora,
não me lembro de ver tanta propaganda (feita por si) ao livro escrito por "aquela coisa - travestida de vítima", como a que ele tem feito ao seu...
O senhor, está de parabéns.
Agora compreendo porque é que as pessoas que pretendem comprar o seu livro, têm tanta dificuldade em o encontrar. É que em muitas livrarias... Está esgotado!
O mérito a quem o merece e o resto são tretas.
Para quando a 2ª Edição? Olhe que eu ainda não consegui encontrar o seu livro... nem em Alfeizarão!
Será que alguém os comprou todos por lá, para que mais ninguém o pudesse ler?! Se calhar vou procurar no Porto... pode ser que tenha mais sorte e não tenha que esperar muito mais tempo para ler aquilo que julgo ser, "Uma verdadeira obra literária" sobre o processo Casa Pia. Faço questão de o comprar - depois de outros livros que adquiri, emprestados...
E já agora, para quando o próximo?
Um Abraço do Tufas