quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Poema de Amílcar Cabral


Mamãe velha venha ouvir comigo
O bater da chuva lá no seu portão
É um bater de amigo que
vibra dentro do meu coração


A chuva amiga mamãe velha a chuva
Que há tanto tempo não batia assim
Ouvi dizer que a cidade velha a ilha toda
Em poucos dias já virou jardim


Dizem que o campo se cobriu de verde
Da cor mais bela porque é a cor da esperança
E a terra agora é mesmo cabo verde
É a tempestade que virou bonança


Mamãe velha venha ouvir comigo
O bater da chuva lá no seu portão
É um bater de amigo que
vibra dentro do meu coração


A chuva amiga mamãe velha a chuva
Que há tanto tempo não batia assim
Ouvi dizer que a cidade velha a ilha toda
Em poucos dias já virou jardim


Venha comigo mamãe velha, venha
Recobre a força e chegue-se ao portão
A chuva amiga já falou, mantenha
e bate dentro do meu coração


Mamãe velha venha ouvir comigo
O bater da chuva lá no seu portão
É um bater de amigo que
vibra dentro do meu coração


A chuva amiga mamãe velha a chuva
Que há tanto tempo não batia assim
Ouvi dizer que a cidade velha a ilha toda
Em poucos dias já virou jardim


Com um imenso agradecimento, por esta pérola, ao meu querido amigo Ricardo Cardoso

3 comentários:

GR disse...

Hoje, foi para mim reconfortante e até necessário ler este poema.
Um belo poema amigo!

GR

Funes, o memorioso disse...

Ora bolas,

Lá voltou o Pedro Namora aos poetas fraquitos.
Amilcar Cabral é, por certo, um herói respeitabilíssmo da libertação colonial. Mas como poeta... coitadito.

Obikuelu disse...

provavelmente o funes até ouve Fafá de Belém cantar mamãe velha e gosta.
coitadito de ti ô memorioso.