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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um vómito

Mário Soares não gostou do «reaparecimento público» de Fidel. Porquê?: porque Soares não gosta de Fidel - e muito menos de o ver vivo...
Soares não gostou do discurso de Fidel. Porquê?: porque Fidel «não disse nada de importante» - e Soares só gosta dos discursos que digam coisas importantes, como os do Obama e os dele próprio...
Para além disso, pergunta Soares, do alto das suas bochechas flácidas, «Em que qualidade falou? Como velho líder, há meio século, ou como proprietário de Cuba?» - e responde: «Não o disse. Porque realmente não disse nada».
Posto isto, Soares embala na espiral de provocações em que é exímio praticante, ao mesmo tempo que recorda «Fidel há cinquenta anos»; recorda a viagem que fez a Cuba, em 1964 e que o deixou «pessimamente impressionado» com aquele «comunismo à soviética, puro e duro».
E recorda que «muito mais tarde, bastante depois da normalização democrática portuguesa, que se seguiu ao delírio do PREC» - ou seja, depois de ele, Soares, ao serviço da CIA, ter encabeçado a contra-revolução que liquidou Abril e recolocou Portugal nas garras do imperialismo norte-americano - encontrou-se com Fidel «numa reunião da Comunidade Ibero-Americana», na qual também participou Cavaco Silva, então primeiro-ministro.
Diz Soares que, no decorrer da reunião, «Fidel queixou-se da falta de solidariedade para com Cuba, dos países presentes. E citou Portugal, cuja Revolução ele disse ter ajudado». Ora, perante isto, a «coragem» do Soares não se fez esperar - como é sabido, Soares sempre foi muito «corajoso» no combate aos comunistas e não tão corajoso no combate aos fascistas (talvez por saber que os comunistas não lhe faziam mal e que os fascistas eram capazes de lhe mandar umas taponas ou até mais...).
«Coube-me responder-lhe», declama Soares. E respondeu assim a Fidel: «O Senhor não ajudou a Revolução, ajudou o PCP, o que é diferente, porque quis fazer de Portugal uma Cuba europeia» - e acrescentou mais umas quantas provocações típicas de um agente da CIA em exercício. Ora, perante tanta «coragem», Fidel ficou sem palavras... ainda tentou responder-lhe, «mas o Rei de Espanha resolveu interromper a sessão e convenceu Fidel a não responder...»
E pronto, a «coragem» de Soares venceu a «cobardia» de Fidel...
Criado para todo o serviço do capitalismo explorador e opressor, Soares é assim: uma criatura repelente, nojenta, execrável, abjecta - um vómito.
 
Artigo de Fernando Samuel, in Cravo de Abril

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Paternidades

O anunciado roubo de parte do subsídio do Natal aos trabalhadores e aos reformados e pensionistas – na sequência de um sem número de medidas de igual sentido que o Governo PS/Sócrates tem vindo a perpetrar – é bem o exemplo da natureza de classe evidenciada pela política de direita ao longo dos seus longos 34 anos de existência.

Essa natureza de classe - presente em todos os governos dos três partidos pais dessa política – expressa-se ao sabor de um esquema de grande simplicidade: os trabalhadores, o povo e o País são, sempre, o alvo a flagelar; o grande capital é, sempre, o alvo a favorecer.
O anúncio dessas medidas de classe conta, sempre e desde logo, com o aplauso entusiástico dos propagandistas de serviço à política de direita – os quais, como se sabe, ocupam a quase totalidade do espaço de «opinião» dos média dominantes.

Assim aconteceu neste caso do anúncio do roubo do subsídio de Natal: os propagandistas apressaram-se a concluir que sim senhor, essa é a forma mais fácil, expedita e rápida de resolver o problema do défice e de cumprir a ordem da senhora Merkel e dos restantes patrões da União Europeia, ou seja, o roubo é a solução.
Mário Soares, que ocupa lugar destacado nessa acção propagandística, e que alia a essa tarefa a função complementar de defensor maior, em Portugal, do capitalismo (democrático, é claro...), saltou a terreiro em defesa do roubo, como lhe competia, e aproveitou para lembrar (antes que lho lembrassem), que também ele, quando foi primeiro-ministro, roubou parte do subsídio de Natal aos trabalhadores portugueses.
É claro que, assumindo a paternidade do roubo, Soares demonstrou igualmente o conteúdo democrático do acto praticado. Tratou-se, Soares o diz, de um roubo não apenas democrático mas essencialmente salvador da pátria, de acordo, obviamente, com os conceitos de democracia e de pátria do autor do roubo – que é, por isso mesmo e como estamos fartos de ouvir dizer, o «pai da democracia».
E que é, como estamos fartos de saber e de sofrer, o pai da contra-revolução e da política de direita - paternidade esta inequívoca e abundantemente confirmada pelo ADN do progenitor e da cria.

José Casanova, AVANTE! de 13/05/2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mário Soares, um charlatão político!

Soares, que amiúde se arma em pai da Pátria, mente hoje, com o descaramento com que construiu a carreira política, nas páginas do diário do sistema, DN de seu nome. Afirma o sujeito que o PCP é apenas um partido radical de protesto.
Coitado, mente com todos os dentes que já teve na boca suja de tanta mentira proferir. Ele sabe bem, mas dá-lhe jeito fazer que não, que o PCP não apenas critica o sistema miserável que nos destrói a vida, como apresenta soluções que, se realizadas, permitiriam tornar muito melhor a vida dos portugueses.
Enojado li a entrevista, por esperar que o fulano, cuja ascensão política foi propulsionada por Carlucci e CIA, nos explicasse por que razão ele e a família estão em todas. De tal forma que foi a senhora sua esposa a madrinha dos submarinos que tanta investigação policial provocaram.
Claro que o biltre nem aflora a questão. Do que trata é de fazer a apologia de Sócrates, o putativo engenheiro que, justiça seja feita, pelo menos conseguiu igualar o mestre na arte da sujeira mais abjeta.
Que dois execráveis patifes!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Até ele queria o Socialismo

Podem acusá-lo de tudo, mas de coerência não. Em sua defesa, porém, é necessário afirmar que o amigo da codeco - bando de fascistas criminosos - mais não fez do que plagiar parte do embuste com que Mário Soares enganou os portugueses.