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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SOU COMUNISTA!


Sou comunista há mais de 30 anos. Carregado de defeitos e imperfeições, mas comunista. Como afirma Nicolás Guillen, o grande poeta cubano, sei que não sou perfeito, nem puro, se é que isso existe. Mas comunista sou e quero continuar a ser. O sonho que me anima é tão natural como a mais comezinha necessidade fisiológica. Com o Che e tantos outros que nele represento, partilho a indignação ante qualquer injustiça e procuro combatê-la da melhor forma possível. No Partido Comunista Português aprendi muito do que sou e tornei-me infinitamente melhor.
Aprendi, por exemplo, a expressar livremente a minha opinião, a criticar e criticar-me e sobretudo a trabalhar para responder a uma questão essencial: como tornar melhor a vida aos seres humanos?
 
Amo o PCP e considero que com a sua existência preencheu uma das mais belas páginas da nossa História. No Partido somos todos iguais, em direitos e deveres, e fazemos da luta e das propostas fundamentadas a nossa específica forma de ser. Sem procurar benefícios pessoais, tachos ou mordomias tão comuns entre os outros. O nosso estandarte, a foice e o martelo, sempre acompanhados da estrela que simboliza o Internacionalismo Proletário, tem passado de geração em geração empunhado por um colectivo de homens e mulheres de todas as idades. Ninguém como os comunistas tem lutado tanto em Portugal pela Liberdade e pela Democracia.
 
E no entanto, continuam a investir contra o nosso ideal e projecto de sociedade com os mesmos argumentos que salazar, o assassino cruel, repetia à exaustão.
 
Agora, por todo o lado, pretendem os democratas de pacotilha e bolsos recheados, proibir os comunistas e de novo sujeitá-los à clandestinidade. Pois que venham: hão-de encontrar-nos onde sempre estivemos. Ao lado do povo e com a disposição de jamais o trairmos. Temos sobre nós a difícil responsabilidade de preservar o exemplo de heróis como Dias Lourenço, Álvaro Cunhal, Carlos Costa,Joaquim Gomes; Militão Ribeiro e tantos outros. E não há aprendizes de feiticeiro que nos intimidem.
 
Viva o PCP!
Viva Portugal!







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quinta-feira, 2 de abril de 2009

O que é ser comunista hoje?

A questão reiteradamente colocada aos que se afirmam comunistas, encerra em si, embora não conscientemente, um prévio entendimento de que, pelo menos, não é normal ser comunista nos dias que correm.
E realmente, ser comunista começa por ser isso: recusar a normalidade. Na medida em que esta for incompatível com o que devia ser normal: o respeito pelo ser humano. Ora, sendo "anormais", em que reside então a diferença que impulsiona tantos homens e mulheres que, desinteressadamente e à custa de tantos sacríficios, defendem a rubra bandeira e princípios de que não prescindem?

Na utopia! É verdade, no início deste milénio, apesar de todos os coveiros terem vaticinado o contrário, existem homens movidos a sonho. Crentes na possibilidade de liquidar o capital e a abjecta fonte que o alimenta: a exploração de milhões - tantos milhões! - de seres humanos.
Nesta medida, ser comunista hoje é ser libertador e temerário, é querer viver sem ceder aos poderosos. E não me venham com histórias de países, nem me digam que outros mancharam o que quero. A ideia comunista é a mais justa,e não morre por ter sido maltratada.
Acabo de sair de uma reunião em que um canalha anunciou a trabalhadores de um jornal o respectivo despedimento colectivo. Ilegalmente e sem qualquer indemnização. O sorriso alarve na cara daquele bandido quando lhe referi o facto de a empresa não pagar salários há cerca de quatro meses e a resposta pronta - "Sou advogado, não sou solidário" - ilustram bem o carácter criminoso do capitalismo. E dos escroques que o servem.