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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eleições a 5 de Junho



Eu vou votar na CDU, porque tendo sempre confiado o meu voto a essa força política nunca me desiludiu e sempre falou verdade aos portugueses. Exactamente por isso, hoje apagam a posição do PCP sobre questões que denunciou há anos. 

Foi assim aquando da adesão à CEE. Foi assim quando os burocratas decidiram o rumo do federalismo. Assim quando deliberaram privar o povo português de um instrumento fundamental de soberania, a moeda.

Só o PCP denunciou - e na altura chamaram-lhe catastrofista - que a destruição do nosso sector produtivo nos levaria a ser o caixote de lixo da europa rica. 

Mário Soares foi o malfeitor inicial, o mestre da banha da cobra servida com promessas de futuros radiosos. Com ele e depois com outros como ele, nomeadamente com Cavaco Silva, destruiram as pescas, a agricultura, a metalurgia, a construção naval, a esperança.

Ao contrário do que apregoam, as eleições não são para o Governo, mas sim para a Assembleia da república. E aí é fundamental reforçar a posição do PCP. Mais votos e mais deputados, para uma verdadeira alternativa de esquerda, que rompa com o neoliberalismo e os políticos vigaristas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

EU VOTO FRANCISCO LOPES


Amanhã, o nosso candidato vai submeter-se a sufrágio. Julgo que das pessoas sérias nenhuma contestará a verdade elementar: Francisco Lopes fez uma campanha fenomenal. Falou verdade, como é timbre do PCP, e com a legitimidade dos que sempre lutaram contra os ladrões que nos desgovernam e têm desgovernado, apontou os responsáveis pelo estábulo em que nos encerraram. E a solução para mudar este estado de coisas.

Pessoalmente, sinto-me honrado e orgulhoso pelo desempenho do Francisco Lopes e de todo o colectivo partidário. Mais orgulhoso ainda por constatar que esta campanha, feita por homens e mulheres – apetece-me evocar uma parte de O Caminho das Aves em que se descreve a chegada de pessoas para dizer os nomes todos – chegou a muita gente honrada que, com filiação partidária diferente decidiu apoiar o nosso candidato. Obrigado, por todos, à Isabel e ao pai…

Mas, queridos amigos e sobretudo, camaradas, não nos iludamos: estas eleições não são livres, nem democráticas. Formalmente, concerteza. Mas na substância, o tratamento que a comunicação social deu às diferentes candidaturas apenas reiterou o que têm sido as antecedentes disputas eleitorais. Todo o tempo de antena para favorecer e consolidar a bipolarização. Toda a discriminação, ódio e perseguição à candidatura comunista.

Para mim, a disputa eleitoral é apenas mais uma frente de luta e nem sequer a mais importante. O eleitorado está envenenado por anos de políticas executadas por ladrões diplomados e tende a considerar todos iguais. Embora de forma boçal e masoquista continue a votar sempre nos mesmos.

Não tenho dúvidas quanto à impossibilidade de eleições justas e democráticas em Portugal. Se não fosse a magnífica campanha que desenvolvemos, em que cada voto conquistado custa imensamente mais do que aos outros, talvez obtivéssemos um resultado eleitoral desagradável. Por isso considero tão importantes termos a noção do terreno em que nos movemos: movediço, liderado por ladrões e mafiosos do pior, que usam a política para mascarar os seus propósitos criminosos. Ladrões, traficantes de droga, pedófilos, eis o grosso da manada, habilitada sem dúvida a perorar longamente sobre os excelsos princípios democráticos.

Mas no fundo, se pudessem, o que não nos fariam. Considero que já ganhámos: o nosso Francisco Lopes, que conheço como honrado combatente há mais de trinta anos, foi um mensageiro excelente das nossas propostas e da crítica frontal que fazemos aos vendilhões da pátria.

Por isso, independentemente de percentagens redutoras, ou talvez por elas, deixo aqui a minha saudação:
Viva o candidato Francisco Lopes!
Viva o Partido Comunista Português!

domingo, 25 de abril de 2010

VIVA A LIBERDADE: OBRIGADO, PCP!


À Rita, que me perguntou há dias o que é a Liberdade.

Sabes filha, quando tinha a tua idade, caminhava de mão dada com a minha mãe, por uma rua de Lisboa, quando um polícia mau - nesse tempo eram quase todos - nos deu ordem de prisão.

O menino que fui não entendeu o absurdo: fomos arrastados violentamente para uma casa chamada Quartel do Carmo e pouco tempo depois vi a avó, que infelizmente não pudeste conhecer,  ser agredida violentamente por um bando de cobardes fardados.

O pai levava na mão uma guitarra de plástico, recheada de bombons, que a avó sabia ser um dos meus presentes favoritos.  Mas do que me recordo mesmo é de ver aqueles monstros baterem na minha mãe por ter colocado em caixas de correio uns papeis com palavras contra o governo fascista. 
Se fosse hoje, filha, se numa  dessas viagens que fazemos por Lisboa, o pai decidisse repetir o gesto simples da avó, nada me sucederia. Porque existe liberdade, porque podemos falar, escrever, gritar, sem que os polícias nos possam fazer mal.

Digo-te isto, filha, mesmo sabendo que as fardas hoje são outras, outros os cobardes de outrora e diferente a forma de limitar a liberdade, que passa também por nos fazerem acreditar que de facto podemos o que já nos roubaram.  Mas disso falaremos quando fores um pouco mais crescida, porque hoje me apetece ser feliz e não quero toldar-te já a descoberta recente que fizeste.

Prefiro dizer-te, do fundo do meu coração, que se hoje podemos falar de Liberdade, se vos pude mostrar o Forte de Peniche,  falar de prisões, de verdugos, se vos pude cantar a música "Uma gaivota voava, voava", se pude contar ao Ricardo "o Caminho das Aves", se  pudemos ir à Aula Magna em Março festejar o aniversário do Partido, foi porque muitos homens e mulheres, unidos, decidiram sacrificar-se durante muitos anos. 

Esses combatentes, os melhores de todos e muitas vezes e durante muito tempo, os únicos a resistir, estavam no Partido que já conheces, o nosso PCP.

E lutaram filha. Lutaram tanto e com tanta coragem, com tanta confiança no futuro, que puderam vencer o medo e fazer-nos livres. Antes de existir Liberdade, meninos e meninas como tu viviam tristes, cresciam sem brinquedos, com fome e sem escola, sem casa e sem roupa. A maioria não sabia ler nem escrever, não tinha médico, nem férias e muitos nunca chegaram sequer a ver a praia que tanto adoras.

Tu já sabes que existia a pide. Muitas pessoas não concordavam com a falta de liberdade, mas fosse por medo ou por não se querem incomodar, nunca fizeram nada. Só os homens e mulheres do Partido , alguns com filhos bem pequenos, nunca desistiram da luta.

E foram tão fortes, tão corajosos, falaram tanto com outras pessoas, lutaram tanto, que podemos dizer, falando verdade, que sem eles ainda hoje a Liberdade seria para ti uma palavra desconhecida. 

Quando eras mais pequenina e gritavas "Jerómino, avança, com toda a confidança" fazias-me tão feliz que só desejava que o avô Cácá, da estrela onde agora vive, te pudesse ver, orgulhoso e confiante na tua futura condição de comunista.

Um destes dias, vou falar-te do Álvaro. Aliás, talves amanhã mesmo te ofereça o conto lindo que escreveu para meninos e meninas como tu. Na opinião do pai, o Álvaro foi o melhor português de todos os tempos. Mas por hoje, ofereço-te este vídeo lindo, que ajuda a perceber, melhor do que as minhas palavras piegas, de que forma nasceu a Liberdade.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Viva o PCP!

Deve ser muito triste mudar de partido vezes sem conta sem que mude a ideologia ou sequer a respectiva prática política. Tão triste como vir depois, cego pela desilusão, vergastar os partidos, como se fossem todos iguais, generalizando abusivamente o descontentamento pessoal.
Desde que fiz 18 anos sempre votei no PCP, na APU e na CDU. E permaneço feliz, porque o meu voto foi bem empregue. Tenho orgulho nas pessoas que ajudei a eleger, mas sobretudo nas políticas que ajudei a construir, também com o meu voto. Bem sei que não ganhei grande parte dos actos eleitorais e depois?
Basta-me o saber que o voto que confio é bem empregue e que os comunistas o que prometem cumprem. E claro que a mais das vezes não podem fazer obra porque estão em minoria. Mas lutam honrada e coerentemente por aquilo que prometeram.
Por isso, acho imensa piada aos que decretam morto o PCP, confundindo o desejo mórbido com a realidade. E têm sido tantos os coveiros, tantos os insultos... Mas, na verdade, poucos inovam a prática salazarista. E esta é uma das características dos democratas a partir de 1974: reproduzem a mesmíssima lengalenga anticomunista que a pide lhes inoculou, sem se aperceberem de que o fazem, tão rotinados estão no disparate.
A generalidade deles, antes de Abril, mamou na teta do conformismo e do conluio com o fascismo, da mesma forma que agora recebe as prebendas da democracia formal em que vegetamos.
E o discurso pretensamente inovador é velho de séculos: a culpa é dos partidos, pá! Isto agora só lá vai com movimentos. Os tais que passado pouco tempo se degladiam em guerrilhas intestinas até desaguarem no esgoto das ideias repisadas e vendidas como novas.
E o cenário permanece: o PCP, morreu. E isto dizem sem perceberem que morrerão séculos antes do Partido que, por ser emanação e obra prodigiosa do povo português, é imortal.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Viva o PCP!



Aderi ao PCP em 1983, com 19 anos. Ainda hoje recordo a emoção do momento. Nesse ano o Partido contabilizou mais de 200 000 militantes e só a soma dos que tinham menos de 35 anos era superior ao total de militantes do ps. Fazendo a retrospectiva destes 24 anos o que ressalta, intenso e fundamentado, é um profundo orgulho na minha condição de militante comunista. Sinto-me cada vez mais honrado por pertencer a este imenso colectivo partidário. Homens e mulheres construíram, construímos, das mais belas páginas da história portuguesa.

Desde a sua fundação, em 1921, o PCP tem sido um referencial de honra, dignidade, resistência, coragem, estudo, firmeza, coerência, dedicação, ternura, festa, solidariedade, verdade, ideais, amor, futuro. E eu sinto-me feliz por me saber parte desta obra colectiva. Por se me aplicar a mais bela expressão do mundo: camarada!

Digo-o de forma convicta e sem qualquer espécie de fanatismo ou convicção de superioridade. Digo-o por amar profundamente o PCP. Digo-o por serem meus, também, os heróis que tudo deram desinteressadamente para que Portugal pudesse ser livre. Se disser Álvaro, Lourenço, Miguel, Tereso e tantos nomes – tantos -, o que vejo é uma fortaleza inexpugnável de convicções e luta. Gente honrada, gente minha.

Costumo pensar nos meus camaradas, de norte a sul do país, resistindo sozinhos ao que aparentemente seria invencível. Quarenta e oito longos anos seguraram nas mãos corajosas a digna bandeira rubra. A nada soçobraram. A nada capitularam. Tiveram medo, venceram-no. E quando chegou o tempo novo souberam recompensado tanto esforço, tanta abnegação.

Hoje uma amiga perguntou-me se perante determinados acontecimentos, não questiono as minhas convicções. Se perante a conduta miserável de alguns que afirmam partilhar comigo ideais, não me apetece desistir de lutar. Não! Era só o que faltava…

Aprendi no PCP que devemos estar sempre do lado dos que trabalham e são explorados. Ao lado dos que são maltratados, perseguidos, humilhados. Somos revolucionários e não há ilusionismo que se sobreponha a essa condição. Se nos calássemos perante canalhas de cravo vermelho ao peito, não teríamos legitimidade para combater os que sempre odiaram Abril.