sexta-feira, 5 de maio de 2006

Saudade


Há momentos em que não posso
Em que não sou
Macera-me o corpo
A inacção por te não ter
Por não te ouvir
Por não te ver
Ainda agora – posso jurar!
Aqui estavas
Mãos nas minhas
E promessas
E desejos
E coragem
Sonhos
Vontade
Futuro
Em tudo existias
Agora mesmo
Ou já foi ontem, mãe?
Não era tua a voz
Que me trouxe do sono?
Que me alentou?
Quem me chamou então?

6 comentários:

escrevi disse...

Comoveste-me.
Eu podia ser tua mãe, penso muito em ti e espero sempre que tudo te corra bem.
Mas... Mãe há só uma! A nossa.
O poema está tão lindo!

Um beijo.

GR disse...

Dos mais belos poemas que já li!
Porque o senti, de tão belo, dói.

Parabéns Pedro,
Não sei quem é o autor, mas comprova o que já sabíamos,
A tua sensibilidade!

Um beijo

GR

Pedro Namora disse...

O autor sou eu Guida. Obrigado pelo vosso apoio fraternal

GR disse...

O teu poema, consegue superar o “Poema à Mãe” do grande poeta Eugénio de Andrade. Está mais sentido, mais profundo, mais comovente!

Predro,
Parabéns!

Um beijo

GR

zemanel disse...

Namora, ouvimos as mães do mundo, dizerem: OBRIGADO!
Ouves?

ANA GRALHEIRO disse...

A minha m~ae partiu sem qualquer aviso... há 7 anos. Comemorou o dia a que ela chamava "o mais feliz da vida": 25 de Abril!
No dia seguinte, a morte súbita chamava por ela!
A saudade é muita!
Mãe fazes-me tanta falta!
Um bj para ti Pedro... adorei o teu poema.
Ana Gralheiro