quinta-feira, 29 de março de 2007

Mais um embuste

Este governo, na ausência de políticas efectivas, está transformado num gabinete que apregoa modernização administrativa como nas feiras antigas se vendia a banha de cobra. Agora é o projecto "Nascer Cidadão", que visa permitir o registo de bébés logo nas maternidades. Como se isto fosse um grande avanço, ontem a imprensa não falou noutra coisa.
Grande embuste: a cidadania depende do registo! Estou a imaginar as mães portuguesas, sobretudo as de menores recursos, cochichando aos filhotes: aguentem cidadãos, cédula já têm. Agora, para comer, é só esperar os cerca de quatro meses que o governo, o mesmo da fantochada da cidadania, demora a pagar, em média, o subsídio de maternidade. Nunca descobri como podem as pessoas sobreviver a esta crueldade, com que nenhum governo sério pactuaria.


3 comentários:

Victor Nogueira disse...

Boa. Vou ver se descodifico o texto.
Um abraço
Victor Nogueira

GR disse...

Ou vivo noutro país, ou não entendo mesmo!
A minha filha nasceu há 27 anos, de imediato foi registada no Hospital S. João, tendo saído com uma cédula e cartão de vacinas. Há 27 anos era assim. No Porto!
Qual projecto nascer? Era o registo de nascimento. Também podíamos optar pelo registo no concelho de residência (dos pais).
Este fulano é um caos!
Projecto Original. Único na Europa!
Podemos confirmar que três crianças nasceram originalmente fora das maternidades, esta a razão do fecho das mesmas. Assim, duas crianças nasceram em ambulâncias e outra, numa garagem (em Buarcos).
O registo das mesmas será realizado de imediato na auto-estrada!!!
Este fulano, não sabe que existem problemas tão graves económicos e sociais? Para quê divertir-se com as populações?
Cada dia que passa manifesta um distanciamento, um ódio crescente para com as crianças e o povo trabalhador!

GR

Zenite disse...

O elogio da crença

Já dizia Sócrates, o filósofo, que “a realidade não é constituída por factos e sim por crenças”. E a crença do actual Sócrates, o nosso Primeiro-Cobrador, é de que diz a verdade, não a dizendo. Uma vez que a sua crença é a versão que dá dos factos, o homem perdoa-se a si mesmo, não podendo deixar de se achar um estadista excepcional e cumpridor, qual hodierno Péricles.

A maior parte das “medidas” de Sócrates destina-se a satisfazer o seu ego ciclópico: OTA e TGV e talvez encher o Alentejo de painéis solares e quixotescos moinhos de vento que produzem electricidade 5 vezes mais cara que a debitada actualmente nas nossas facturas. Nelas não faltará, por certo, a salazarenta taxa de radiodifusão, agora pomposamente denominada "Contribuição para o Audiovisual". Imposta com força de Lei, por virtude da determinação da Manuela, diga-se de passagem. E inconstitucional, por virtude da determinação de um almirante medroso, a quem cognominaram de "Sem Medo". É este o País que temos e os governantes que tivemos e temos! Nada a fazer! :(


Portanto, parafraseando Friedrich Nietzsche, direi:


“O que me preocupa não é que Sócrates me tenha mentido, e sim que, de agora em diante, não acredito mais nele).


Parabéns pelo blogue e pelas ideias e factos nele expostos. É sempre bom saber que há alguém que não dorme e que diz não. Ao Simplex Socratintas, inclusive.

O meu bem-haja.

Abraço.