segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Arestas de Vento Bom

Ao Ricardo Cardoso,
À Céu Campos, com um imenso obrigado, pela partilha, pela amizade.


A todos e a cada um dos meus amigos

Por um por todos por nenhum
faço o meu canto canto a minha mágoa
num desencanto aberto pelo gume
deste pranto tão limpo como a água.

Por nenhum por todos ou por um
eu dou o meu poema o meu tecido
de palavras gravadas com o lume
do medo que na voz trago vencido.

Por nenhum por um mesmo por todos
sou a bala e o vinho sou o mesmo
que pisa as uvas os versos e o lodo
num chão onde a coragem nasce a esmo.


Joaquim Pessoa

2 comentários:

GR disse...

Joaquim Pessoa, um grande poeta!
Recordo grandes canções, com a poesia inconfundível de Joaquim Pessoa.
Há tanto não se ouve este grande poeta!

Segui o “rasto” do título do post “Arestas de Vento”.
Percorri todas as esquinas, a aragem é agradável!
Corri todos os lugares, em qualquer canto respirei cultura.
Magnifico blog!
Mentalidade sem preconceitos, espírito jovem (independentemente das idades). Vaguei e encontrei literatura, música, entrevista, novidades culturais, um blog muito simpático e inteligente!
Ventos de paz, de solidariedade!

Pedro,
És um afortunado, com amigos assim!

GR

Pedro Namora disse...

Dos queridos amigos, a mensagem:

Caro Pedro
É impossível não associar este “recorte” à cultura à política e à vida.

Vale sempre a pena lutar...

Estamos aqui estamos aqui!

Ricardo Cardoso e Céu Campos
http://arestasdevento.blogs.sapo.pt/