quarta-feira, 20 de julho de 2005

A luta continua!


A organização fez questão de anunciar a decisão que adoptou e a vozinha, cobardemente disfarçada, telefonou anonimamente: "Todos quantos ousaram pronunciar-se em defesa das vítimas sofrerão o castigo!". Não a condenação definitiva que a mana italiana adopta frequentemente. Não querem gastar balas, nem simular acidentes. Como possuem tempo e dinheiro; como se babam de raiva ante a dignidade e o heroísmo das vítimas; como possuem canalhas ao serviço e para tudo disponíveis, decidiram instaurar processos judiciais.
Os próximos anos serão de luta. Por cada processo, a resposta terá que ser a denúncia reforçada; a determinação em prosseguir o combate. E a exigência de uma verdadeira operação "Mãos Limpas". A luta continua!

6 comentários:

Paulo Miguel disse...

Parabéns pelo blog e já agora quando quiseres dá um saltinho para ver o meu http://tintafresca.blogs.sapo.pt,

um abraço,

Paulo Miguel

Sérgio Ribeiro disse...

Aqui vim e aqui te encontrei. De novo.
Pois é.. a luta continua. Contínua!
(A diferença entre continua e contínua não está só no assento. Não há redundância.
Há complementariedade!)

Um abraço, Pedro

GR disse...

Grande coincidência!
Dois Amigos de Torres Novas, ofereceram-me um livro (ensaio) cujo o título é, “SOMOS TODOS NETOS DE ABRIL” da Editora Som da Tinta, do Sérgio Ribeiro (economista), veio hoje pelo correio, fiquei cheia de curiosidade e li-o todo. É um livro pequeno com 79 páginas, mas muito grande na sua mensagem!
Fala da coragem, da verticalidade, dos sacrifícios porque muitos homens e mulheres deste país passaram, na Luta por um Portugal melhor, antes do 25 de Abril!
É uma história de vida!
Da vida de um grande lutador, de um homem que nunca desistiu da luta que encetou desde muito jovem e que ainda hoje continua!
È um livro que se lê rapidamente, mas demora-se a fazer a sua reflexão.È intenso e até comovente!
Não posso contar a história toda!
É uma bonita prenda!

Por coincidência, aparece um comentário de Sérgio Ribeiro, que não será o Sérgio (economista e escritor!) penso eu!

Lembro-me da história do livro, revejo um outro protagonista numa outra Luta, num tempo recente! Têm em comum, as mesmas injustiças, humilhações, grandes sacrifícios!
Tem em comum, a coragem, verticalidade, a força, sem nunca desistir da Luta que encetou!

Ontem, chamava-se Sérgio, hoje, chama-se Pedro,
Ontem como hoje, A LUTA CONTINUA!

Um abraço solidário,
GR

Sérgio Ribeiro disse...

GR
Que grande pontaria!
Se soubesses como precisava de ler o que escreveste...
Pois eu sou o Sérgio Ribeiro, nascido há quase 70 anos, economista, anti-fascista e comunista (desde 1959). Há outros com o mesmo nome mas não com este BI e CV!
E digo-te que tiveste pontaria porque esse livro de que falas de forma que me comoveu, e que consegui pôr em palco já 5 vezes, com jovens de 16 anos a representar (e muito bem) o papel do "detido" e torturado pela PIDE, não teve direito a apoio do IPLB... decerto por falta de qualidade do autor.
E a luta continua... porque é contínua.
Obrigado e até breve, GR.

Anónimo disse...
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Sérgio Ribeiro disse...

Este anónimo (o que logo o define) é... o que é.
Dei aulas no ISE, e tenho tido a grande satisfação de encontrar antigos alunos que gostam de me re-encontrar; estive o PE durante 11 anos a cumprir uma tarefa sem ganhar mais um tostão do que estaria a ganhar se não estivesse na tarefa (coisa que "anónimos" não conseguem entender, mas que está em estatutos partidários que cumpri, obviamente); sou economista, nunca ganhei o salário mínimo mas sempre lutei para que houvesse essa conquista e fosse mais elevada; no PE trabalhei muito e isso foi reconhecido por todos - nem todos, naturalmente, reconhecendo utilidade ou qualidade do muito que trabalhei; não sei que é isso da nomenclatura.
Ainda diria que, na verdade, houve (e há) antifascistas... porque houve (e há) fascistas. Que se escondem no anonimato.
E não estou a responder a esse "anonymous" que me quis atingir, estou a divagar a propósito de um escarro que li.
Mas quem atira escarros para o ar corre o risco de que ele lhe caia na cara.