terça-feira, 10 de outubro de 2006

Homenagem ao General Vasco Gonçalves




Sábado 21 de Outubro às 15.30h
Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa


Prezado(a) Amigo(a)

A cerimónia constará de um momento cultural com a actuação do pianista Fausto Neves, do Coro dos Mineiros de Aljustrel, do cantor e compositor Manuel Freire, do Coro Lopes Graça da Academia de Amadores de Música, da actriz Maria do Céu Guerra e do Coro Feminino Terra de Catarina, de Baleizão.
Seguem-se intervenções dos senhores general Pezarat Correia, Prof. Doutor José Barata-Moura, coronel Luís Vicente da Silva e do neto do homenageado dr. Vasco Gonçalves Laranjeira.

Passado um ano sobre a morte do general Vasco Gonçalves, este é o momento oportuno para reflectirmos sobre a sua figura ímpar, a sua dimensão ética, moral e política e o seu exemplo de dedicação ao País e à causa de uma sociedade mais justa e fraterna. Naturalmente contamos com a sua presença amiga e esperamos a sua boa vontade no sentido de divulgar esta iniciativa e de sensibilizar outros amigos e admiradores de tão prestigiada personalidade para participarem na referida cerimónia.
Recordemos o homem e militar íntegro, bem como o político totalmente dedicado à causa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos.

Pela Comissão Promotora
Martins Guerreiro, João Corregedor da Fonseca, Pezarat Correia, José Casanova, Pinto Soares, Herberto Goulard, Rui Fernandes.

Contactos: 916177169, 965278686, 962397280, 917204655
Associação 25 Abril – R Misericórdia 95 1200-271 Lisboa Tel: 213241420

9 comentários:

GR disse...

«Nesses dias era sílaba a sílaba que chegavas.
Quem conheça o sul e a sua transparência
também sabe que no verão pelas veredas
da cal a crispação da sombra caminha devagar.
De tanta palavra que disseste algumas
se perdiam, outras duram ainda, são lume
breve arado ceia de pobre roupa remendada.
Habitavas a terra, o comum da terra, e a paixão
era morada e instrumento de alegria.
Esse eras tu: inclinação da água. Na margem
vento areias mastros lábios, tudo ardia.»

Eugénio Andrade dedicado a Vasco Gonçalves em 14.05.1976

Será uma justíssima e comovente homenagem!
Será uma grandiosa Festa, com muita alegria e emoção!
O nosso Companheiro Vasco estará para sempre, nos nossos corações!
Que ninguém falte!

GR

Funes, o memorioso disse...

Estive sempre do outro lado da barricada. Mas tenho saudades do tempo em que o que separava os dois lados da barricada eram os ideais, não os interesses.
Vasco Gonçalves era um inimigo. Mas um inimigo a quem respeitávamos a coerência e a quem, por isso mesmo, estenderíamos mais depressa mão do que à maior parte dos que se dizem dos nossos.
Gostava de matemática. Também por isso era uma figura estimável.

zemanel disse...

dada a minha idade, lembro-me muito pouco do companheiro. mas conheço a História, grandiosa! O revolucionário, amigo do povo. O Homem que tentou construir outro país para a minha geração - fazendo do sonho transformação concreta. Um país Solidário e Justo de Homens e Mulheres Livres.
Lembro-me de o ver em Torres Novas, na inauguração ao monumento da torrejana Maria Lamas, no principio dos anos 90. Foi no final da cerimónia e Vasco vinha quase sozinho, passo lento, pela avenida Manuel Figueiredo.Os meus pais não resistiram e foram ter com companheiro - o meu pai (que ajudara a fundar nos alvores da revolução uma cooperativa oprária e metalúrgica, na seqência da falencia fraudulenta pelo antigo patrão a seguir ao 25 de Abril)falou-lhe dos sonhos comuns de Abril. A minha mãe ofereceu-lhe um cravo. Lembro-me do Vasco perguntar: uma cooperativa? hoje?ainda existe?
(A cooperativa viria a encerrar poucos anos depois)
Eu, limitei-me a ficar calado. Envergonhado, tímido, não sei...Embasbacado com a sensação de ter ali à minha frente, em carne e osso, uma grande figura da história de Portugal.
O Vasco voltaria a Torres Novas por iniciativa do Cine Clube, já no século XXI. Infelizmente, não pude estar presente. Há desencontros assim, com a história. Ah, as coisas que eu podia ter-te perguntado Companheiro Vasco...

Pirate disse...

Caro Pedro

Embora este comentário nada tenha a haver com a homenagem a VG com que de resto me solidarizo, optei por inseri-lo como forma de demonstrar mais uma vez os mecanismos processuais de "pequenos pausinhos na engrenagem" que estão ao dispôr dos poderosos para atrasar ou inviabilizar a "produção" de justiça em tempo útil doa a quem doer. Às vítimas resta o desespero, a desconfiança em relação ao sistema de justiça, o exorcizar de fantasmas e traumas que são feridas que jamais vão sarar.
É por isso que são já poucos, aqueles que acreditam que irá ser feita justiça de verdade no mega processo Casa Pia...
É preciso ter muita coragem para conviver diariamente com uma justiça iniqua, mais igual para uns do que para outros...

Coragem e bem haja

«Frederico Pedrosa, perito do Instituto de Medicina Legal, negou que as manchas do pénis de Carlos Cruz possam, em erecção, chegar ao tamanho de uma moeda de um cêntimo, como disse uma das vítimas.»
in Revista Sábado, 4.Out.2006
Fui surpreendido por esta pequena notícia no fim de semana.

«Aparentemente há uma criatura no IML que andou a medir manchas no pénis erecto de Carlos Cruz. Estão a ver como há trabalhos muito mais miseráveis que o vosso? Naqueles dias que estiverem fartos do vosso patrão lembrem-se que poderiam estar a medir manchas em pilas num sítio qualquer.
O lado interessante desta notícia não é a peritagem do Frederico Pedrosa mas sim o que esta sugere: aparentemente houve uma vítima de pedofilia que afirmou que o Carlos Cruz tinha manchas no pénis e que estas tinham «o diâmetro de uma moeda de um cêntimo». Vem-se agora a provar que a vítima não tinha razão nenhuma, o que provavelmente vai conduzir à impugnação do seu testemunho por falta de prova. Não interessa nada que Carlos Cruz tenha manchas no pénis – algo que é tão vulgar como ter impresso no pénis a última tentativa de romance de Margarida Rebelo Pinto. O que interessa é que a dimensão das manchas não corresponde milimetricamente à verdade. Aliás, se as manchas tivessem o diâmetro de moedas de dois euros a vítima estaria lixada na mesma porque, no fim do dia, o processo Casa Pia terminará, à conta destes pequenos expedientes de pacotilha, sem vítimas nem acusados, provando uma vez mais a ineficácia e o engajamento do sistema de justiça português.
Casapiano e casapiómano significarão, no fim desta fantochada digna da nossa telenovela mexicana, exactamente a mesma coisa. Para mal dos primeiros.»

Portugal Negro disse...

Será muito digna a homenagem ao Companheiro Vasco.

Os nossos pais, operários da CUF, da Siderugia Nacional, da Lisnave e da Setenave levavam-nos aos comícios de apoio ao governo liderado pelo Companheiro Vasco.

Em casa de operários, no Barreiro, ouvíamos dizer que o “Vasco Gonçalves leva o país a bom porto e que a reacção não passará”, expressão de Isidora Dolores Ibárruri Gómez (La Pasionaria), conhecida por todos os progressistas da nossa terra da longínqua Revolução Espanhola.

Ouvíamos, também, dizer que “a terra é para quem a trabalha”.

Os anos passaram e nós tornámo-nos homens e mulheres de trabalho.

A memória não nos falha e não esquecemos o que os pais operários nos transmitiram.

Por tudo o que este Homem idealizou só posso dizer: força, força Companheiro Vasco!

Ernesto

Hugo disse...

Não será esqueçido!

"Força, força companheiro Vasco nós seremos a muralha de aço!"

A Luta continua!

a.castro disse...

Jamais esquecerei essa figura ímpar pós-revolução que teve a coragem de dar uma enorme "machadada" nos supostos "revolucionários" (fingidos) e conseguiu pôr praticamente o país inteiro a trabalhar com gosto num domingo!...
Foi no companheiro Vasco que encontrei nome para o meu filho.

zoltrix disse...

para o Zemanel
"Eu, limitei-me a ficar calado. Envergonhado, tímido, não sei...Embasbacado com a sensação de ter ali à minha frente, em carne e osso, uma grande figura da história de Portugal."

Arrepiei-me com este teu testemunho.
É verdade! Sempre senti, quando com ele me encontrava, que estava perante a História! O melhor da nossa História!

Anónimo disse...

O general Vasco Gonçalves, conheci-o em Tancos como capitão era meu comandante de companhia no curso de sargentos milicianas de 1961.
Era um exemplo de honestidade, um Homem integro que numa noite gélida junto ao rio Nabão, vi despir o blusãO para agasalhar um soldado que havia desmaiado com o frio.
Contràriamente ao que muitos possam pensar, não era um homem temerário, tinha a noção do perigo e, dizia muitas vezes para os seus homens: ter mêdo é humano,temos é que combater conscientemente o medo. não ter medo é perigoso, inconsequente e, no vosso caso levar muitos para para a morte.
Falei com ele pela última vez na Voz do Operário num almoço de reformados; citei-hle o caso do blusão, ele não se lembrava mas falou-me num caso aque eu também assisti em que ele ficcou assustado porque um homem estava no meio dum lago e apresentava sintomas de insolação. Imediatamente ele mandou outro homem que ele conhecia como bom nadador para o ir buscar.
Ele conhecia cada um dos seus homens e as suas capacidades:
Um, bom nadador quando era necessário Um boxeur para auxiliar na instrução e, estou a lembrar-me do Victor Baptista não o futebolista mas o boxeur também do Benfica e que na altura estava no auge.
Um exemplo como Homem, quem disse mal dele sem o conheceu minimamente está a tempo de se redimir. não nos minimiza reconhcer um erro, é um acto nobre que só nos engrandece.
Meu Comandante, obrigado pelo exemplo de vida que me deu. Pessoas como o senhor têm sido uma orientação que eu procuro seguir no meu dia a dia.

Manuel Leonardo Horta Nova