domingo, 7 de março de 2010

Cambada de porcos!

A crise internacional, provocada pelos corruptos que por todo o mundo capitalista se vão alternando no poder, está a ser aproveitada para a eliminação de direitos sociais importantíssimos. Incólumes, apenas os causadores de tanta desgraça.
Neste quadro complexo, é já de sobrevivência que se fala. Ora, os incompetentes e corruptos que em Portugal têm provocado tantas malfeitorias, desde os neonazis do cds aos invertebrados do ps e psd, já mostraram que se não importam nada de condenar à miséria mais abjecta milhões de portugueses, ciclicamente enganados pelo mesmíssimo canto de sereia que em coro síncrono esses bandalhos entoam.
Depois admirem-se que surjam, como cogumelos, pessoas desesperadas dispostas a tudo. É evidente que só a luta organizada das mais amplas massas populares pode deter estes canalhas. Mas que dá vontade de os caçar, um por um, dá. 
Tiras-me o emprego com falinhas delicodoces? O meu filho está condenado a servir-te como escravo? Tenho que pagar 300 € por uma biópsia que me assinala um cancro que o Serviço Nacional de Saúde tardará em tratar? Fico sem direito a ter vida pessoal para servir convenientemente os teus amigos empresários? Roubas-me o dinheiro que o estado me confisca por trabalhar? Impedes-me de alimentar a minha família? Toma: um tiro nesses cornos insensíveis! Nos teus e nos dos que, iguais a ti, peroram a mesma cantilena repugnante.
Isto talvez não resolvesse nada. Mas que aliviaria tanta raiva, tanto desespero, não tenho qualquer dúvida.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sócrates, o Berlusconi luso

Escrever sobre Sócrates e comandita provoca-me um asco profundo. O homem não tem nada que se aproveite, a não ser uma capacidade, que há-de ter herdado de Mário Soares, para esconder as trapalhadas em que se envolve. Ele e o séquito de vígaristas de que se rodeou e que fez medrar, qual muralha de aço em que se acolhe nos momentos mais difíceis.
Se não existissem outros índícios, a colocação dos seus afilhados políticos em lugares essenciais, com salários fabulosamente irreais - o queque sem currículo extra-partidário da PT ganha, segundo a imprensa, 2 milhões e 500 mil euros ano - chegaria para o engavetar pelo menos enquanto durassem as investigações.
Mas isto só poderia acontecer num país a sério, em que o PGR e o presidente do STJ não fossem uma espécie de ministros com imensa pasta deste SócratesBerlusconi.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Solidariedade com Mário Crespo, porque os sócratinos não perdoam


Artigo do Mário Crespo que foi censurado pelo JN não tendo sido por isso publicado como de costume na edição de hoje.

O Fim da Linha

Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. 

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). 

Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. 

Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.

É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. 

Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. 


Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.

O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Temos memória!

É uma boa altura para recapitular e tentar descobrir onde estará o erro grosseiro.

Já agora, façam o favor passar este mail, não é para dar sorte, é para que todos saibam e para eles saberem que nós nos lembramos e sabemos!!!!



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PARA MEMÓRIA FUTURA

Estes são alguns dos fulanos, tudo gente distinta, que durante muito tempo - por terem um calhau no lugar do coração, mas não só - garantiram que as denúncias das vítimas eram apenas uma cabala contra um dos seus.


NOTÍCIA DO CORREIO DA MANHÃ



19 Janeiro 2010 - 00h30

Casa Pia: Ex-deputado socialista acusou jovens de difamação

Paulo Pedroso perde processo

Os seis jovens que referiram em julgamento o nome do ex-deputado foram ilibados do crime de difamação. Juiz sem indícios de terem mentido.


Os seis jovens que referiram o nome de Paulo Pedroso no julgamento de pedofilia da Casa Pia não vão ser julgados pelos crimes de difamação e de falsas declarações como pretendia o ex--deputado socialista. 

'Se é certo que as testemunhas podem mentir em tribunal (...) não podemos de modo algum afirmar que há indícios de que estes arguidos tivessem praticado o crime de que vinham acusados', concluiu ontem o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, que decidiu não pronunciar os jovens.

Na decisão instrutória, à qual o CM teve acesso, o juiz considera não ser possível concluir que as declarações dos seis ex-alunos da Casa Pia visaram apenas atingir a honra de Paulo Pedroso. 

'Desde logo porque as declarações foram prestadas de modo objectivo na audiência de julgamento (...). A verdade é que os arguidos se limitaram a relatar factos por eles alegadamente vivenciados tendo-o feito perante autoridades judiciárias', lê-se no despacho que nega a pretensão do ex-arguido do processo Casa Pia. 

Por outro lado, o juiz considerou que Paulo Pedroso não apresentou prova para contrariar as acusações dos jovens: 'O assistente apenas se limita a dizer que os arguidos mentiram, no entanto não apresenta factos nem qualquer prova nesse sentido, e tal é por si só insuficiente para concluirmos pela inveracidade e falsidade das declarações prestadas.' 

O Tribunal de Instrução Criminal desvalorizou ainda as inconsistências apontadas aos depoimentos dos jovens, lembrando que a maioria dos alunos da Casa Pia é oriunda de famílias disfuncionais e se caracteriza por necessitar 'de apoios educativos especiais'.

'Não existem indícios de que os arguidos tivessem praticado os crimes de difamação e falsas declarações', concluiu então o juiz, que, sem fazer referência aos abusadores, foi ainda mais longe, e disse que 'dúvidas também não restam de que estes jovens foram vítimas de abusos'.

RECURSO CONTRA INDEMNIZAÇÃO DE 130 MIL EUROS
Em Setembro de 2008, a juíza Amélia Puna Loupo, das varas cíveis de Lisboa, deu razão a uma queixa de Paulo Pedroso e condenou o Estado a pagar-lhe uma indemnização de 130 mil euros por ter estado preso no âmbito do caso de pedofilia. A magistrada entendeu ter havido 'erro grosseiro' por parte de Rui Teixeira, ao decretar a prisão preventiva do ex-deputado, argumento que recentemente foi utilizado pelo Conselho Superior da Magistratura para congelar a nota do juiz – decisão entretanto revogada pelo Supremo. O Ministério Público recorreu para a Relação de Lisboa, onde o processo se encontra há um ano, sem decisão.

APONTAMENTOS
23 CRIMES DE ABUSOS
Paulo Pedroso foi acusadode 23 crimes de abusos, mas não chegou a julgamento por decisão da juíza de instrução.
PRISÃO PREVENTIVA
O ex-deputado foi detido noParlamento, em Maio de 2003,e ficou preso quatro meses. Foi solto em Outubro pela Relação.
SOCIALISTAS ENVOLVIDOS
Além de Pedroso, tambémos nomes de Ferro Rodriguese Jaime Gama foram referidos no processo Casa Pia. Osjovens foram processados.
DECISÃO
'Dúvidas não restam de que estes jovens foram vítimas de abusos de cariz sexual.'
'Também não é difícil concluir a situação penosa que será, por um lado, ter de depor em tribunal e, por outro, expor a sua intimidade perante os outros.'
'O assistente apenas se limita a dizer que os arguidos mentiram, imputando-lhe factos e actos que não cometeu, no entanto não apresenta factos nem qualquer prova nesse sentido.'
'Não podemos de modo algum concluir que as declarações prestadas visaram atingir o assistente na sua honra e dignidade.'
Juiz do tribunalde instrução criminal

Ana Luísa Nascimento

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Novo Ano: Saudação das FARC-EP





Na habitual saudação de final de ano, as FARC-EP fazem um balanço da situação colombiana, em crise profunda provocada pela oligarquia local, uma das mais sangrentas da América Latina. A resistência colombiana saúda, igualmente, a fundação do Movimento Continental Bolivariano, que consideram expressão de recusa da dominação imperialista daquela zona do planeta.


As forças armadas revolucionárias comprometem-se, de acordo com as expectativas dos povos dilacerados pela miséria, a lutar até ao último alento por uma Nova Colômbia e apelam à unidade das forças revolucionárias e progressistas contra a reeleição do facínora Álvaro Uribe e a invasão dos EUA.



Pode ler a saudação AQUI



 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Felicitações dos cinco heróis cubanos



Boletín del Comité Nacional para la Liberación de los Cinco Cubanos


Un mensaje de Fernando González por el Año Nuevo



Culmina otro año de lucha y por esta vía pretendo comunicarme con el mayor número de ustedes posible. Quiero hacerles llegar mi gratitud por su compañía en esta batalla en la cual ustedes juegan un papel tan importante. Numerosas han sido las muestras de solidaridad y de apoyo a la causa de nuestra liberación que hemos recibido durante el año que despedimos. Doy las gracias a cada uno de ustedes por el esfuerzo realizado y la contribución personal a los logros alcanzados. 


Durante la reciente audiencia en la corte en la que fui resentenciado fue emocionante constatar cuán fuerte es el movimiento de solidaridad con Los Cinco, representado en la sala por un grupo numeroso de amigos y amigas de Estados Unidos y de otros países a quienes les fue posible, no sin esfuerzo y sacrificios, asistir a dicha audiencia.

Recibimos el año nuevo con las fuerzas renovadas para continuar en la batalla por la verdad y la justicia, y con la confianza proporcionada por el saber que ustedes están a nuestro lado y que no cejarán en el empeño de que se nos conceda la libertad y se nos permita el regreso a la patria.

A todos ustedes, en cada país en el que se encuentren y desde donde contribuyan a lograr esos objetivos, mi más profunda gratitud y mis deseos de un Feliz Año Nuevo. Que sea el 2010 otro año de victorias.



¡Feliz Año Nuevo!
¡Venceremos!

Fernando González Llort
F.D.C. Miami

 


Felicidades de Gerardo Hernández





A usted y a todas nuestras hermanas y hermanos del Comité Nacional para la Liberación de los Cinco Cubanos, les deseamos unas felices fiestas y un 2010 lleno de paz y éxitos. También les expresamos nuestros más profundos sentimientos de aprecio por su continua solidaridad y continuo apoyo. ¡Muchas Gracias Herman@s! Con amor, en nombre de los Cinco y de nuestras familias.


Gerardo Hernández Nordelo

¡Felicidades en el 51 Aniversario de la Revolución Cubana! 




Un mensaje y poema de Antonio Guerrero


Queridos amigos,


Con estos poemas deseo reiterarles que nosotros, los Cinco, nos sentimos profundamente conmovidos y agradecidos por la solidaridad permanente que ustedes nos brindan, lo que es tan crucial en esta larga batalla por la justicia.


Continuaremos, junto con ustedes, hasta la victoria final, la cual solo será alcanzada con el retorno de nosotros a la Patria. Saludos a todos nuestros amigos, con un gran abrazo fraternal de los Cinco. ¡FELIZ AÑO NEUVO 2010! Nuestros mejores deseos para todos. ¡VENCEREMOS!


Antonio Guerrero Rodríguez , 23 de diciembre de 2009, FDC Miami


¡Habrá más poesía!



¡Habrá más poesía!
Porque nuestra razón
Es ola gigantezca,
Es corcel volador;

Porque sobre los muros
Del tiempo y la prisión
Yo puedo contemplar
Como brota una flor;

Porque en la lejanía,
A solas, mi dolor
Se transforma en un ave
Trinando una canción;

Porque aún yo conservo
El perfume y color
De la breve mañana
De mi último adios;

Porque más que importarme
Lo que pueda hacer Dios,
A mi me tiene vivo
Lo que hagamos tú y yo;

Porque como un murmullo,
Cómo un volcán con voz
Se eleva, crece y arde
En mi la inspiración;

Porque sin libertad
Yo tengo algo mejor
Que agita las ideas
Del alma al corazón,

Que en la lidia de luz
Me hace ser vencedor;
Yo tengo lo que engendra
La armonía: ¡Tengo Amor!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Natal

"O Natal já foi ?", perguntou a voz sumida no fundo do antro de papelão molhado. O menino estacou surpreso, desconcertado. Apertou mais a mão do pai. "O Natal é uma merda bem cheirosa!", volveu a voz. O adulto fez tenção de acelerar o passo, temendo que o usual avolumar do vernáculo por aquelas bandas ferisse os tímpanos infantis.
Mas o menino nem se mexeu e quando, por fim, lobrigou os desgrenhados cabelos, a barba imensa, a tez escurecida, puxou o pai com o olhar suplicante. "Está ali um avô, pai e acho que tem fome". O adulto ainda argumentou o trivial, mas a crinça manteve-se impassível. "Aquele avô tem fome, papá, dá-lhe dinheiro para a comida".
Vencendo a custo o rio de mijo, agarrou a nota pela ponta e lançou-a para a mão suja. De seguida afastou-se com medo do contágio da pobreza, do cheiro imundo, da sarna social em que a artéria lisboeta se tornara. Entrou no Centro comercial a abarrotar de "Promoções a 70%" e o benuron das luzes, a magia da abundância, apagou-lhe qualquer resquício do que se passara.
Só o menino se mantinha cabisbaixo, absorto, estranhamente triste, distante. Ainda tentou resgatá-lo com o suborno de um gelado mas a recusa firme do infante demoveu-o rapidamente. "Está com a mosca,  mas isto passa-lhe", pensou satisfeito sem desgrudar o olhar da agência que promovia viagens fabulosas. Pudesse ver-se ao espelho e o reluzir do olhar com que antevia as paradisíacas praias, ofuscá-lo-ia.
Esqueceu o menino e deambulou pelo espaço comercial maquinalmente, arrastando a criança pela trela da mão pequenina, alheio a tudo.
No regresso, a mesma rua suja, o mesmo cheiro nauseabundo, o mesmo papelão encardido. Mas o adulto,  domado pela indiferença não viu nada. Nem sentiu a crescente agitação da criança. "Vês, pai, já foi comer..."
E foi então que acordou. Olhou o filho e não conseguiu recordar-se de o ver antes tão feliz. 
Lágrimas pesadas inundaram-lhe o rosto. Recuou 40 anos e viu-se pequenino, puxado pela mão áspera da mãe, as mesas dos restaurantes pejadas de gente com Natal e a voz angustiada, suplicando " Dê-me uma esmolinha, o meu filho tem fome". 
O eco tenebroso chicoteou-o até à exaustão: o "Tenha paciência!" da recusa associado, por vezes, a umas pernas de sapateira ou umas quantas gambas cozidas, mas sempre enxotados pelos ricaços até terminarem, mãe e filho num qualquer antro da cidade.
Definitivamente, o Natal ainda não foi.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Por que será?

As vítimas do processo Casa Pia e o seu incomensurável sofrimento, quando os crimes foram denunciados e apenas se falava do arguido Carlos Silvino, foram usadas pelo berloque de esquerda, sempre disponível para os holofotes mediáticos. Era o tempo do berloque se fingir solidário.

Contudo, a descoberta de novos arguidos e da rede pedófila cedo transformou os principais dirigentes do be, Louçã, Fernando Rosas e, sobretudo um invertebrado de nome Daniel Oliveira, nos melhores difamadores da investigação criminal e de quantos ousaram defender as vítimas.
A que se deverá tanto zelo? Em que factos se funda tanta raiva?