sábado, 3 de outubro de 2009

Para memória futura!



"Casa Pia: Pedroso volta a perder para Pedro Namora"

Tribunal da Relação confirmou absolvição do ex-casapiano por dois crimes de difamação agravados imputados pelo deputado do PS 

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) confirmou esta quinta-feira a absolvição do antigo aluno casapiano Pedro Namora de dois crimes de difamação agravados imputados numa acção do deputado socialista Paulo Pedroso, ex-arguido do processo Casa Pia.

O acordão do TRL, a que a agência Lusa teve acesso, nega provimento ao recurso interposto por Paulo Pedroso contra a decisão da 1ª instância do 1º Juízo Criminal de Lisboa, proferida a 17 de Dezembro de 2007, de «rejeitar totalmente a acusação particular deduzida» pelo antigo porta-voz do PS. 

«Nenhum juiz disse que Pedroso era inocente»
Pedroso perde recurso e vai pagar 2500 euros a bloguer

 
Em causa estavam declarações prestadas por Pedro Namora como testemunha no julgamento do processo de pedofilia da Casa Pia e também ao jornal «Correio da Manhã», quando comentou declarações feitas na altura pelo ex-Presidente da República Mário Soares, que afirmou que «toda a investigação do processo (Casa Pia) foi mal conduzida». 

Citando um despacho do Ministério Público (MP) nos autos, o acórdão lembra que, quando prestou depoimento em julgamento, Pedro Namora alegou ter sofrido «ameaças, perseguições e tentativas de difamação» pela sua intervenção a favor das vítimas de abusos sexuais na Casa Pia de Lisboa, referindo que «os maiores ataques que sofreu pertenceram ao arguido Carlos Cruz (apresentador de televisão) e ao ex-arguido Paulo Pedroso».

«Ponha-se a pau»
É ainda recordado que Namora afirmou ter sido avisado por uma jornalista para «se pôr a pau» quando Paulo Pedroso foi incluído no processo, lendo-se ainda no despacho que «foram estas as únicas referências e o contexto em que foi referido Paulo Pedroso».

Quanto à entrevista ao «Correio da Manhã» em que comentou as opiniões de Mário Soares, Pedro Namora alegou que «houve movimentação por parte do PS para evitar o envolvimento de Paulo Pedroso» no processo Casa Pia.

No recurso interposto para o TRL, Paulo Pedroso funda a sua pretensão no facto de ter sido despronunciado (decisão do Tribunal de Instrução Criminal de não o levar a julgamento e confirmada pela Relação), entendendo que a partir daí se deve presumir inocente, alegando que tal não foi respeitado quando foi recusada a sua acção contra Pedro Namora.

«Ameaças e difamações»

A Relação veio dizer agora que, ao depor em julgamento, Namora não se referiu à culpabilidade de Paulo Pedroso, mas apenas «ao facto de ter recebido ameaças e difamações», após Paulo Pedroso ter sido constituído arguido e ficado em prisão preventiva, não lhas imputando «directa ou indirectamente».

O acórdão do TRL agora proferido sublinha ainda que o despacho de não pronúncia de Paulo Pedroso foi mantido na Relação «não por se ter logrado demonstrar que o mesmo estava inocente, o que não se demonstrou, mas sim por não se ter logrado obter indícios suficientes que o mesmo era responsável pela prática dos actos que lhe foram imputados», ou seja «não têm o valor de declaração de absoluta inocentação» deste.

Relativamente às declarações feitas por Namora ao «Correio da Manhã», o acórdão da Relação sustenta que foram feitas «num contexto de exercício de liberdade de expressão e de opinião».



Contra o fascismo!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O nome não diz tudo

Segundo a Imprensa:


O presidente da Venezuela uniu-se "ao júbilo" dos socialistas portugueses pela vitória nas eleições legislativas deste domingo e considerou que "o socialismo é o caminho". 

Será que não existe por aí uma alma caridosa que explique a Hugo Chávez o logro da designação socialista aplicada ao ps português? 

E a autoridade da concorrência não pode intervir num caso manifesto de publicidade enganosa, obrigando os do Largo do Rato a mudar a designação, por exemplo para PTS - partido da traição ao socialismo?

 

domingo, 27 de setembro de 2009

A luta continua!

Escrevo antes do encerramento das urnas para referir o óbvio: este é mais um acto eleitoral profundamente antidemocrático. Desde logo, pela disparidade dos meios ao dispor das forças políticas em confronto. Quer o ps quer o psd contam com o apoio interessado das grandes empresas e, sobretudo no caso do primeiro, com o aparelho de Estado, minado por boys dispostos a tudo para não perderem as mordomias de que usufruem.

Acresce que no caso da CDU, lhe foi vedada a possibilidade de difundir as suas propostas na comunicação social e os seus militantes continuam a ser perseguidos nos locais onde desenvolvem a sua actividade.

Por outro lado, a comunicação social dominante, ao serviço dos que a adquiriram, deturpa as propostas comunistas, tudo fazendo para criar da CDU a imagem do papão que urge evitar.

Apesar de tudo, confio que a luta travada por milhares de activistas contribuiu decisivamente, pelo menos, para impedir a erosão eleitoral em que apostam os coveiros do comunismo. E desta forma, reforçar a confiança dos homens e mulheres que lutam para tornar melhor a vida dos que sofrem a ofensiva neoliberal.

Independentemente dos resultados eleitorais, anima-me o saber antecipadamente qual será o núcleo essencial da mensagem de Jerónimo de Sousa: amanhã a luta continua! Porque não há farsa eleitoral que nos faça baixar os braços.

Viva a CDU!
Viva o Partido Comunista Português!

sábado, 26 de setembro de 2009

Aos meus filhos


No domingo vou votar na CDU. Simbolicamente vou pedir à Rita que, do alto dos seus seis anos, preencha o boletim. Bem sei que qualquer um de vós o poderia fazer, porque apesar da vossa tenra idade, partilhamos já a mesma paixão pela rubra bandeira e pela gente honrada que faz da CDU a única força política em que se pode confiar.

Se todas as crianças de Portugal pudessem ter tido o tesouro de privar com o avô Cácá, o futuro político deste país seria bem mais risonho. Ele transmitiu-vos, pelo exemplo, princípios que, infelizmente, a maioria dos adultos não possui.

O vosso avô foi sempre um comunista exemplar. Começou a trabalhar ainda menino, nos duros campos do Alentejo, espaço onde, anos depois, o Francisco de "O caminho das Aves" - ainda te lembras, Ricardo? - daria início à epopeia da amizade e luta contra o fascismo.

Apesar da dura infância e adolescência, de ter sido ferido na guerra da Índia, de ter lutado durante o fascismo para criar a mamã e o tio, o vosso avô foi a pessoa mais bondosa, solidária e honesta que conheci.

Nele o ser comunista condizia na plenitude com a vida que vivia. Amava o PCP e podendo ser duro nas críticas que formulava, nunca o vi falar nas costas fosse de quem fosse. O avô só tinha a instrução primária - durante o fascismo os meninos, impelidos pela fome e pela miséria, tinham que começar a trabalhar desde pequeninos - mas como operário possuía consciência de classe e determinação suficiente para não cair no conto do vigário da direita ou da esquerda travestida.

No dia 26 de Abril de 1974, o avô começou por entrar numa casa onde funcionava o ps, então dirigido por um homem, Mário Soares, que muito mal fez a Portugal e aos portugueses. Rapidamente entendeu que aquela não era a sua gente, como tantas vezes me contou. Foi depois a um centro de trabalho do PCP e desde então, com muitos outros camaradas, lutou durante mais de três décadas para tornar melhor este país.

Sem o seu trabalho e dedicação, sem os milhares de comunistas como ele, este país seria hoje uma selva muito pior. Tudo quanto as crianças possuem, desde as escolas aos brinquedos, resulta da luta que o avô travou de forma abnegada e corajosa.

Por isso, também por isso, vou votar na CDU. E quando a vossa irmã assinalar no boletim de voto a cruz da nossa esperança, estou certo de que o avô, na estrela onde mora agora, sorrirá feliz e confiante de que valeu a pena lutar.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

COM TODA A CONFIANÇA!

A perseguição ao Juiz RUI TEIXEIRA



Este Conselho Superior da Magistratura (CSM), não tem legitimidade para avaliar o trabalho do magistrado Rui Teixeira e muito menos para fazer depender essa avaliação da resolução do processo em que paulo pedroso exige uma indemnização ao Estado Português por, alegadamente, ter estado preso de forma indevida
.

É que quando o magistrado podia ter explicado por que razão ordenou a prisão do tal fulano, o CSM amordaçou-o, como noticiou o Correio da Manhã em 31 de Janeiro de 2008


Juiz impedido de falar

O juiz da fase de inquérito do processo Casa Pia não vai poder explicar ao tribunal que julga a acção cível de Paulo Pedroso contra o Estado o que o levou a deter o ex-deputado.

Em causa está o facto de o Conselho Superior da Magistratura (CSM) ter deliberado que neste caso se mantém o dever de reserva do magistrado, o que o impede de falar sobre processos em que teve intervenção.

“O CSM entendeu que não há razões para deixar de se cumprir o que está previsto no artigo 12.º do Estatuto dos Magistrados Judiciais sobre o dever de reserva”, confirmou ao CM a juíza-secretária do órgão de gestão e disciplina dos juízes, Maria João Faro, explicando que a decisão foi tomada este mês, em plenário e por unanimidade, após Rui Teixeira ter comunicado ao CSM que estava notificado para depor como testemunha do Estado contra Pedroso. O juiz, que já foi punido disciplinarmente com uma advertência não registada por ter falado publicamente sobre o processo de pedofilia, pretendia saber com que amplitude podia responder às questões que lhe fossem colocadas no tribunal.


Face a esta decisão, o CM apurou que o Ministério Público, que defende a posição do Estado, vai prescindir da audição do magistrado. A posição do CSM, porém, divide magistrados. Uma fonte judicial contactada pelo CM entende que “é no processo que o juiz tem de justificar as suas decisões”, razão pela qual este é um dos casos em que se impõe o dever de reserva. No entanto, outro magistrado disse ao nosso jornal que, face às particularidades deste processo, em que é exigida uma indemnização de 800 mil euros por erro grosseiro na apreciação dos pressupostos da prisão preventiva – estando em causa o juiz que a determinou – “não se entende a decisão do CSM”.


Com esta deliberação do CSM, o Ministério Público, representado no processo pela procuradora Manuela Galego, perde uma das principais testemunhas. No âmbito dos magistrados que estiveram ligados à investigação do caso de pedofilia da Casa Pia, resta agora à defesa do Estado o depoimento da procuradora Paula Soares, como representante da equipa de magistrados do Ministério Público que investigou o escândalo de pedofilia.


Recorde-se que Paulo Pedroso esteve preso cinco meses no ano de 2003, sendo acusado de crimes sexuais, mas acabou por não ser levado a julgamento e pede agora uma indemnização de 800 mil euros ao Estado.


PROCESSO EM SEGREDO

A juíza Amélia Puna Loupo decidiu fechar as portas do julgamento de Paulo Pedroso contra o Estado, apesar de nenhuma das partes o ter solicitado. O CM e outros órgãos de Comunicação Social já requereram que a exclusão de publicidade seja revogada – alegando, entre outras coisas, que o próprio julgamento do caso de pedofilia decorre à porta aberta –, mas até ao momento ainda não houve decisão, uma vez que as partes foram chamadas a pronunciar-se.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Pinochet das Honduras

Como no Chile, em 1973, o fascista Micheletti decidiu prender num estádio cerca de 300 hondurenhos - por enquanto - que cometeram o "crime" de exigir nas ruas a reposição da ordem constitucional e o regresso do Presidente Manuel Zelaya ao cargo para que foi eleito.

São inúmeros os mortos, feridos e desaparecidos. Pode a nossa campanha eleitoral passar ao lado destes criminosos acontecimentos?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Honduras, vencerá!


Sigo, através da Telesur - porque as televisões do sistema preferem ignorar o gesto heróico - o regresso de Manuel Zelaya, presidente eleito das Honduras, à sua pátria. O povo hondurenho saiu imediatamente às ruas para apoiar Zelaya, não obstante o recolher obrigatório decretado pelo governo fascista.
A luta continua!