sábado, 26 de setembro de 2009

Aos meus filhos


No domingo vou votar na CDU. Simbolicamente vou pedir à Rita que, do alto dos seus seis anos, preencha o boletim. Bem sei que qualquer um de vós o poderia fazer, porque apesar da vossa tenra idade, partilhamos já a mesma paixão pela rubra bandeira e pela gente honrada que faz da CDU a única força política em que se pode confiar.

Se todas as crianças de Portugal pudessem ter tido o tesouro de privar com o avô Cácá, o futuro político deste país seria bem mais risonho. Ele transmitiu-vos, pelo exemplo, princípios que, infelizmente, a maioria dos adultos não possui.

O vosso avô foi sempre um comunista exemplar. Começou a trabalhar ainda menino, nos duros campos do Alentejo, espaço onde, anos depois, o Francisco de "O caminho das Aves" - ainda te lembras, Ricardo? - daria início à epopeia da amizade e luta contra o fascismo.

Apesar da dura infância e adolescência, de ter sido ferido na guerra da Índia, de ter lutado durante o fascismo para criar a mamã e o tio, o vosso avô foi a pessoa mais bondosa, solidária e honesta que conheci.

Nele o ser comunista condizia na plenitude com a vida que vivia. Amava o PCP e podendo ser duro nas críticas que formulava, nunca o vi falar nas costas fosse de quem fosse. O avô só tinha a instrução primária - durante o fascismo os meninos, impelidos pela fome e pela miséria, tinham que começar a trabalhar desde pequeninos - mas como operário possuía consciência de classe e determinação suficiente para não cair no conto do vigário da direita ou da esquerda travestida.

No dia 26 de Abril de 1974, o avô começou por entrar numa casa onde funcionava o ps, então dirigido por um homem, Mário Soares, que muito mal fez a Portugal e aos portugueses. Rapidamente entendeu que aquela não era a sua gente, como tantas vezes me contou. Foi depois a um centro de trabalho do PCP e desde então, com muitos outros camaradas, lutou durante mais de três décadas para tornar melhor este país.

Sem o seu trabalho e dedicação, sem os milhares de comunistas como ele, este país seria hoje uma selva muito pior. Tudo quanto as crianças possuem, desde as escolas aos brinquedos, resulta da luta que o avô travou de forma abnegada e corajosa.

Por isso, também por isso, vou votar na CDU. E quando a vossa irmã assinalar no boletim de voto a cruz da nossa esperança, estou certo de que o avô, na estrela onde mora agora, sorrirá feliz e confiante de que valeu a pena lutar.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

COM TODA A CONFIANÇA!

A perseguição ao Juiz RUI TEIXEIRA



Este Conselho Superior da Magistratura (CSM), não tem legitimidade para avaliar o trabalho do magistrado Rui Teixeira e muito menos para fazer depender essa avaliação da resolução do processo em que paulo pedroso exige uma indemnização ao Estado Português por, alegadamente, ter estado preso de forma indevida
.

É que quando o magistrado podia ter explicado por que razão ordenou a prisão do tal fulano, o CSM amordaçou-o, como noticiou o Correio da Manhã em 31 de Janeiro de 2008


Juiz impedido de falar

O juiz da fase de inquérito do processo Casa Pia não vai poder explicar ao tribunal que julga a acção cível de Paulo Pedroso contra o Estado o que o levou a deter o ex-deputado.

Em causa está o facto de o Conselho Superior da Magistratura (CSM) ter deliberado que neste caso se mantém o dever de reserva do magistrado, o que o impede de falar sobre processos em que teve intervenção.

“O CSM entendeu que não há razões para deixar de se cumprir o que está previsto no artigo 12.º do Estatuto dos Magistrados Judiciais sobre o dever de reserva”, confirmou ao CM a juíza-secretária do órgão de gestão e disciplina dos juízes, Maria João Faro, explicando que a decisão foi tomada este mês, em plenário e por unanimidade, após Rui Teixeira ter comunicado ao CSM que estava notificado para depor como testemunha do Estado contra Pedroso. O juiz, que já foi punido disciplinarmente com uma advertência não registada por ter falado publicamente sobre o processo de pedofilia, pretendia saber com que amplitude podia responder às questões que lhe fossem colocadas no tribunal.


Face a esta decisão, o CM apurou que o Ministério Público, que defende a posição do Estado, vai prescindir da audição do magistrado. A posição do CSM, porém, divide magistrados. Uma fonte judicial contactada pelo CM entende que “é no processo que o juiz tem de justificar as suas decisões”, razão pela qual este é um dos casos em que se impõe o dever de reserva. No entanto, outro magistrado disse ao nosso jornal que, face às particularidades deste processo, em que é exigida uma indemnização de 800 mil euros por erro grosseiro na apreciação dos pressupostos da prisão preventiva – estando em causa o juiz que a determinou – “não se entende a decisão do CSM”.


Com esta deliberação do CSM, o Ministério Público, representado no processo pela procuradora Manuela Galego, perde uma das principais testemunhas. No âmbito dos magistrados que estiveram ligados à investigação do caso de pedofilia da Casa Pia, resta agora à defesa do Estado o depoimento da procuradora Paula Soares, como representante da equipa de magistrados do Ministério Público que investigou o escândalo de pedofilia.


Recorde-se que Paulo Pedroso esteve preso cinco meses no ano de 2003, sendo acusado de crimes sexuais, mas acabou por não ser levado a julgamento e pede agora uma indemnização de 800 mil euros ao Estado.


PROCESSO EM SEGREDO

A juíza Amélia Puna Loupo decidiu fechar as portas do julgamento de Paulo Pedroso contra o Estado, apesar de nenhuma das partes o ter solicitado. O CM e outros órgãos de Comunicação Social já requereram que a exclusão de publicidade seja revogada – alegando, entre outras coisas, que o próprio julgamento do caso de pedofilia decorre à porta aberta –, mas até ao momento ainda não houve decisão, uma vez que as partes foram chamadas a pronunciar-se.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Pinochet das Honduras

Como no Chile, em 1973, o fascista Micheletti decidiu prender num estádio cerca de 300 hondurenhos - por enquanto - que cometeram o "crime" de exigir nas ruas a reposição da ordem constitucional e o regresso do Presidente Manuel Zelaya ao cargo para que foi eleito.

São inúmeros os mortos, feridos e desaparecidos. Pode a nossa campanha eleitoral passar ao lado destes criminosos acontecimentos?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Honduras, vencerá!


Sigo, através da Telesur - porque as televisões do sistema preferem ignorar o gesto heróico - o regresso de Manuel Zelaya, presidente eleito das Honduras, à sua pátria. O povo hondurenho saiu imediatamente às ruas para apoiar Zelaya, não obstante o recolher obrigatório decretado pelo governo fascista.
A luta continua!

domingo, 20 de setembro de 2009

Dando o nome ao boi: canalha!

O néscio cuja foto se publica, chama-se Paulo Nogueira, afirma-se crítico de Televisão e decidiu escrever hoje uma crónica no CM, onde, a propósito de Jerónimo de Sousa, vomitou o que aqui se reproduz, com nojo, mas para que conste de que espécie de dejectos é feito, também, o universo da comunicação social:

"Todos os líderes do PCP são iguais, e nenhum é mais igual do que o outro. Como Cunhal, e depois Carvalhas, ele liga a cassete em piloto automático: é sempre uma argumentação enumerativa e choramingas: "O desemprego, os idosos, os banqueiros, o imperialismo, o grande capital, etc." E, dando o nome aos bois: um líder comunista tem tanto direito em gabar a democracia como um nazi."

sábado, 19 de setembro de 2009

A HORDA NÃO PERDOA

A carreira do juiz Rui Teixeira está a ser prejudicada por ter sido o juiz de instrução do processo Casa Pia. Todos os magistrados judiciais são avaliados de 4 em 4 anos. Mas a última avaliação de Rui Teixeira foi feita em 2001. Desde então o magistrado voltou a ser inspeccionado com classificação de muito bom mas três conselheiros do Conselho Superior da Magistratura, nomeados pelo Partido Socialista, não concordam com a nota que lhe foi atribuída.

A última nota de Rui Teixeira é de 2001: um “Bom com distinção”.

A nova inspecção só acabou agora – e, já apanhou os anos do dossiê Casa Pia. Abrangeu quase metade dos 17 anos de carreira do juiz. Rui Teixeira obteve a classificação de “Muito Bom” mas quando a nota chegou à reunião do Conselho Superior da Magistratura, três vogais indicados pelo Partido Socialista, não aceitaram a classificação. Para eles há um processo mais importante do que todos.

Carlos Ferreira de Almeida, Rui Patrício e Alexandra Leitão, a vogal que é também consultora na Presidência do Conselho de Ministros, alegaram que o processo Casa Pia teve grande impacto na opinião pública, que as pessoas envolvidas deram muita notoriedade ao caso – e, que, por isso, Rui Teixeira merecia um tratamento especial.

Ainda bem que não há pena de morte em Portugal.

Para memória futura!

O PS E AS CONSCIÊNCIAS DE ALUGUER

Um dos temas que mais tem agitado a servil comunicação social do burgo, é a candidatura , nas listas do PSD, de Helena Lopes da Costa e antónio Preto. O argumento é simples: são arguidos, logo não deveriam ser candidatos.
Por onde andaram estes anjinhos quando, em 2005, Paulo Pedroso, então arguido e acusado de ter abusado sexualmente de menores, foi candidato do PS às legislativas?