sábado, 6 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Angelicais e vigaristas

Contam, na sua actividade delinquente, com a conivência de grupelhos, que se mascaram de acordo com as conveniências e as determinações que recebem. Por cá, o exemplo magistral dessa cooperação surge materializado no BE, essa amálgama de coisa nenhuma ideológica, sempre pronta a qualquer palhaçada para mostrar ao povinho que é coisa modernaça e politicamente correcta.
Ora o sistema paga bem e não é impunemente que se nasce angelical Louçã, ou trauliteiro Oliveira. Sobretudo quando esses políticos de favores malham nos comunistas, a recompensa é choruda e os patrões agradecem, generosos, o trabalho sujo.
Quem se der ao trabalho de analisar as propostas legislativas do BE, descobrirá o inevitável: não são senão plágio de iniciativas, em alguns casos apresentadas anos antes, dos eleitos comunistas. Mas como, além do plágio, o agrupamento de diversão não pensa bater-se pela concretização de tais propostas, trata-se de lhe dar a maior visibilidade possível no carnaval da imprensa nacional, conferindo-lhe carácter inovador.
Não existe, por isso, ninguém mais anticomunista do que o conservante BE, que assim justifica a única razão de existir nos moldes conhecidos. Nunca o prestidigitador Daniel Oliveira, extremista de direita escondido no armário BE, ousou beliscar com a milésima parte do vómito que produz regularmente contra o PCP, qualquer política anti-social.
Não admira, por isso, que se pavoneie, inúmeras vezes de forma mentirosa e abjecta, por diversos órgãos de comunicação social. Em simultâneo, aos comunistas é vedado o acesso aos jornais, rádios e televisões. Como fazem da política ao serviço do povo, o seu paradigma de actuação, como denunciam sem temor as malfeitorias de políticos e empresários corruptos, os apoiantes do PCP são perseguidos nos locais de trabalho e nas escolas, sujeitos ao catecismo neoliberal e ao pensamento único, de que o BE é fiel propagandista. Mesmo quando travestido com as roupagens diversas que aproveitam.
Neste ano de eleições, do que se trata é resistir, sabendo bem que não passam de simulacro destinado a legitimar mais uns quantos anos de poder dos mesmos. E com a consciência de que o sistema capitalista se combate, sobretudo, na luta diária, de que o BE, tadinho, foge pressuroso e com persuasivos discursos sobre a necessidade de mudança.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Aos bandalhos
domingo, 10 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
O Caminho das Aves

Homens e mulheres capazes de atravessar Lisboa, em pleno fascismo, para dizer ao amigo que não acreditam na injúria da imputada colaboração com a pide. Ou para doarem a alegria de um poema. Um gesto simples, um abraço. Uma palavra de frontal discordância, mas acompanhada da reafirmação dos laços indissolúveis, unindo-os, muito acima do trivial, numa comunhão feita também, claro, de partilhas ideológicas.
Quando li e difundi esse livro maravilhoso, esse porto seguro da amizade, esse exemplo do humanismo profundo que caracteriza os comunistas em todo o mundo, cresci imenso, aprendi muito, reforcei o meu profundo amor e dedicação à gloriosa luta dos homens e mulheres contra a barbárie do capitalismo.
Recuso a ideia de que se trate de uma obra de ficção. É que nessas páginas vivas, quentes, calorosas, por vezes tristes mas sempre confiantes, conheci-te Francisco. E sei-te vivo, amigo e solidário como o sangue que me corre nas veias e me mantém vivo.
Quero por isso dizer-te que te sei aqui, a meu lado em cada instante, por mais desiludido, ou ferido, que possas estar. E se a amizade também é não enjeitarmos o essencial, se persiste mesmo quando na opinião dos amigos enveredamos por caminhos antes impensados sem contudo matarmos a pessoa que somos, eu quero dizer-te que estou, também, presente.
De corpo e alma, o que vale por dizer, com a minha consciência e a mesma tranquilidade de me olhar ao espelho sem nojo do que vejo. Porque aprendi contigo e com muitos amigos como tu, a não trair.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Toy, exemplo de coragem

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Algumas verdades que eles não gostam de ouvir
quarta-feira, 6 de maio de 2009
António Gedeão
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

