quarta-feira, 22 de abril de 2009
Contra Maria das Dores Meira, pela Liberdade!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Solidão
Percebeu-se rodeado de espelhos, superfícies onde vogavam rostos disformes, mesmo quando belos. Os mesmos grunhidos, as mesmas unhas decalcadas por calistas suburbanas, os mesmos modos. Saiu de casa sem se despedir das dezenas de pessoas que lhe lotavam a casa. Acenou ao cão na cumplicidade da fuga, vestiu o casacão de lã que a mãe lhe moldara ao corpo anos antes e de sapatos na mão fez-lhes o imenso manguito do desprezo.
Já na rua, recordou Ary, e sentiu-se um homem só, na cidade. Se pudesse, em cada aniversário bastar-lhe-ia a companhia dos filhos, a foto da mãe e o cheiro da sua Lisboa desaparecida. Amália, também, porque a sua voz era o bálsamo onde poderia banhar-se e redescobrir a infância. A mão dele, indefesa, na mão calejada da mãe e os tantos passeios pelas ruelas da cidade, pejada de fados.
Agora, podia lá suportar tanta gente em seu redor. Se ao menos chegassem para minorar a dor imensa de tudo quanto amou e se esfumou em passado. Mas não: o mais que fazem é cobrar, impor, exigir, determinar. E tudo sem dele saberem nada.
domingo, 19 de abril de 2009
Sócrates vilão
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Atenção condutores
Lei n.º 24/2007
de 18 de Julho
Define direitos dos utentes nas vias rodoviárias
classificadas como auto -estradas concessionadas,
itinerários principais e itinerários complementares
Artigo 12.º
Responsabilidade
1 — Nas auto -estradas, com ou sem obras em curso, e
em caso de acidente rodoviário, com consequências danosas
para pessoas ou bens, o ónus da prova do cumprimento
das obrigações de segurança cabe à concessionária, desde
que a respectiva causa diga respeito a:
a) Objectos arremessados para a via ou existentes nas
faixas de rodagem;
b) Atravessamento de animais;
c) Líquidos na via, quando não resultantes de condições
climatéricas anormais.
2 — Para efeitos do disposto no número anterior, a
confirmação das causas do acidente é obrigatoriamente
verificada no local por autoridade policial competente,
sem prejuízo do rápido restabelecimento das condições
de circulação em segurança.
3 — São excluídos do número anterior os casos de força
maior, que directamente afectem as actividades da concessão
e não imputáveis ao concessionário, resultantes de:
a) Condições climatéricas manifestamente excepcionais,
designadamente graves inundações, ciclones ou sismos;
b) Cataclismo, epidemia, radiações atómicas, fogo ou
raio;
c) Tumulto, subversão, actos de terrorismo, rebelião
ou guerra.
Portanto já sabem: se ocorrer o acidente numa das três circunstâncias aima elencadas, exijam a presença da autoridade policial respectiva.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Putativos diplomatas ou vulgo filhos da puta
Estas denúncias são recorrentes e nada consta que se tenha apurado contra esta espécie de embaixadores da treta, traidores à pátria que lhes paga e os coroa de mordomias e salários principescos, que ancorados na vaidade decorrente dos lugares que ocupam, se recusam acudir à populaça.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O que é ser comunista hoje?
A questão reiteradamente colocada aos que se afirmam comunistas, encerra em si, embora não conscientemente, um prévio entendimento de que, pelo menos, não é normal ser comunista nos dias que correm. Na utopia! É verdade, no início deste milénio, apesar de todos os coveiros terem vaticinado o contrário, existem homens movidos a sonho. Crentes na possibilidade de liquidar o capital e a abjecta fonte que o alimenta: a exploração de milhões - tantos milhões! - de seres humanos.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Até ele queria o Socialismo
sexta-feira, 27 de março de 2009
UGT : União Geral de Traidores
"O diligente Sol seguiu o mote dado por Sócrates na ofensiva contra a CGTP e, pegando nas declarações deste sobre a «instrumentalização» e o «sindicalismo livre de tutela partidária», fez o seu número tendo João Proença como artista convidado.
Foi divertido de ler.Preocupa-os e incomoda-os a influência do PCP no movimento sindical – influência real, de facto. E a preocupação e o incómodo são tanto maiores quanto, como muito bem sabem, essa influência resulta de décadas de uma intervenção singular dos comunistas na luta pela defesa dos interesses dos trabalhadores.
Assim, à influência e à intervenção sindical dos comunistas – caracterizada por um profundo respeito pela democracia interna do movimento sindical – chamam «tutela partidária». Coisa esta que não existiria na UGT, a qual «nunca será correia de transmissão do PS» - como garante Proença e o Sol confirma.
Neste caso, reconheça-se-lhes alguma razão: como é sabido, a UGT foi criada pelo PS, PSD e CDS - e pelos milhões vindos dos EUA, da Grã-Bretanha, da Alemanha... - com o triplo objectivo de liquidar a CGTP, acabar com a influência do PCP no movimento sindical e apoiar a contra-revolução.
Por isso tem sido, desde que nasceu, uma verdadeira correia de transmissão, não apenas do PS mas da política de direita ao serviço dos interesses do grande capital.A actividade sindical – entendida como intervenção na organização dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses e direitos – exige, sempre, grande firmeza e coragem.
Foi assim nos tempos em que ser sindicalista exigia, para além da firmeza na luta contra os exploradores, a coragem de enfrentar a repressão fascista - e já nesses tempos os proenças faziam «sindicalismo» nos «sindicatos» do regime...
É assim nos tempos actuais, em que só com muita coragem e firmeza é possível fazer frente à política de classe levada a cabo pelos homens de mão do grande capital que, há 33 anos, proliferam nos governos, na UGT e nos média dominantes.«Mal de nós se o Governo for gerido pela rua» - gemeu o chefe da UGT, quando da manifestação do dia 13, apavorado com a multidão de trabalhadores na rua.
A confirmar que, enquanto «sindicalista», o lugar de Proença é no anúncio da Antena 1 sobre os malefícios das manifestações... "
In, Avante!, de 26 de Março de 2009

