segunda-feira, 9 de março de 2009

Arcebispo nazi

E dizem que hitler morreu...

O arcebispo de Recife, capital do estado brasileiro de Pernambuco, decidiu excomungar - pelos vistos não pôde acender a inquisitorial fogueira - a mãe e os médicos que realizaram a interrupção da dupla gravidez de uma menina com 9 anos, violada pelo padrasto. Os médicos classificaram a gestação de 15 semanas como de alto risco, pela idade da criança e por ser de gémeos.
Referindo-se ao violador, disse o prelado: "Ele cometeu um crime enorme, mas não está incluído na excomunhão. Esse padrasto cometeu um pecado gravíssimo. Agora, mais grave do que isso, sabe o que é? O aborto, eliminar uma vida inocente."
Que grande bandalho!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Este be não tem emenda

O be espalhou pelas ruas um cartaz que afirma que quem tem lucros não pode despedir. Curiosa mensagem subliminar: quem não tem lucros pode despedir à vontade!

E nemFrancisco Van Zeller, o patrão dos patrões, disse melhor: "Despedir quando há lucros é vergonhoso".

E aí está como a originalidade do be presta um relevante serviço à CIP.

As duas versões

Descobri esta pérola no maravilhoso blogue PÓPULO , que inclui a tradução nos comentários. A resposta, obtive-a no youtube e lamento não entender quase nada. A autora,Vanessa Van Petten, escreve muito sobre crianças e adolescentes. Pode ser que alguém se aventure na tradução. Não é Ricardo?




segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Viva o PCP!

Deve ser muito triste mudar de partido vezes sem conta sem que mude a ideologia ou sequer a respectiva prática política. Tão triste como vir depois, cego pela desilusão, vergastar os partidos, como se fossem todos iguais, generalizando abusivamente o descontentamento pessoal.
Desde que fiz 18 anos sempre votei no PCP, na APU e na CDU. E permaneço feliz, porque o meu voto foi bem empregue. Tenho orgulho nas pessoas que ajudei a eleger, mas sobretudo nas políticas que ajudei a construir, também com o meu voto. Bem sei que não ganhei grande parte dos actos eleitorais e depois?
Basta-me o saber que o voto que confio é bem empregue e que os comunistas o que prometem cumprem. E claro que a mais das vezes não podem fazer obra porque estão em minoria. Mas lutam honrada e coerentemente por aquilo que prometeram.
Por isso, acho imensa piada aos que decretam morto o PCP, confundindo o desejo mórbido com a realidade. E têm sido tantos os coveiros, tantos os insultos... Mas, na verdade, poucos inovam a prática salazarista. E esta é uma das características dos democratas a partir de 1974: reproduzem a mesmíssima lengalenga anticomunista que a pide lhes inoculou, sem se aperceberem de que o fazem, tão rotinados estão no disparate.
A generalidade deles, antes de Abril, mamou na teta do conformismo e do conluio com o fascismo, da mesma forma que agora recebe as prebendas da democracia formal em que vegetamos.
E o discurso pretensamente inovador é velho de séculos: a culpa é dos partidos, pá! Isto agora só lá vai com movimentos. Os tais que passado pouco tempo se degladiam em guerrilhas intestinas até desaguarem no esgoto das ideias repisadas e vendidas como novas.
E o cenário permanece: o PCP, morreu. E isto dizem sem perceberem que morrerão séculos antes do Partido que, por ser emanação e obra prodigiosa do povo português, é imortal.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Adilson, menino pobre

Quando te vi, Adilson, tinhas os olhos aprisionados pelo carrinho de rolamentos dos meus filhos. Disse-te olá mesmo a tempo de escutar o teu murmurar singelo, "ai como gostava de ter um carrinho assim".
De forma que chTamanho do tipo de letraamei o Ricardo e o Francisco e um segundo bastou para decidirmos ofertar-te o nosso bólide. Do teu sorriso feliz não consigo falar, porque a comoção apenas me deixou uma vontade imensa de te abraçar, de te dizer meu filho, menino pobre e sem pais presentes.
Quando te entreguei o carrinho foi como se te doasse uma fortuna. Olhaste-me de olhos bem abertos e sorrindo, ainda me lançaste incrédulo: "Mas é mesmo meu?".
É sim, Adilson. É teu por direito próprio. E sei, porque mo disse a tua educadora, que o vais partilhar com os meninos teus irmãos de condição, em corridas maravilhosas pelos circuitos da tua terra, ali para os lados de Massamá.
Desde Sábado tenho sentido imensas saudades tuas. E de Soeiro Pereira Gomes, que não sei se conheces mas escreveu e lutou para que meninos como tu pudessem ter futuro. E muitos carrinhos de rolamentos.