terça-feira, 15 de julho de 2008

A CORJA

O governo de Sócrates é uma excrescência, um aglomerado de trapaceiros políticos, uma mentira permanente, uma corja de cobardes de peito inchado contra os trabalhadores, mas subserviente e de cócoras ante o patronato.

Não formam um governo, são um bando. Chusma miserável sempre pronta a rosnar contra os que produzem riqueza. O único propósito que têm é destruir o que resta do que Abril possibilitou. Agora é o direito a férias. Se os deixarem hão-de colocar-nos nas galés.

Que quem elegeu estes dejectos tenha consciência do atoleiro em que nos colocou. Eles não governam, destroem. Não há uma única coisa que tenham feito em prol dos trabalhadores que os elegeram. Com o socialismo na lapela, não passam de malfeitores ao serviço da CIP, da CAP e da CCP.

E claro, da CIA, que os premeia permanentemente desde que apadrinhou o Mário Soares logo em Abril de 1974.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nicolai Ostrovski

Acabei de reler um dos livros que mais marcou a minha adolescência: Assim Foi Temperado o Aço, de Nicolai Ostrovski. Escrito em 1930, quando o autor tinha 24 anos e estava praticamente cego, o livro mostra bem a têmpera dos comunistas que edificaram a URSS, sob condições terríveis, nomeadamente a invasão criminosa de 24 potências capitalistas que tudo fizeram para que a revolução fracassasse.
A tudo resistiram os comunistas, nomeadamente, os jovens. que perceberam que era no poder soviético que estava o futuro. Considero fundamental o exemplo de abnegação, heroísmo e resistência que Ostrovski encarnou sem um queixume, bem como a crença fundamentada no futuro socialista da humanidade.
Kortchaguine, personagem principal da epopeia, deu tudo, de forma desinteressada pelo ideal que abraçou. Ora essa determinação influenciou e continuará a determinar para a luta, sucessivas gerações de jovens, que identificam hoje no neoliberalismo a besta sanguinária a abater.
Foi muito bom ter relido o livro. Vou dedicar uma prateleira para o colocar ao lado do Francisco, do Caminho das Aves e de tantos outros heróis censurados pelo fascismo actual. Eles são a melhor demonstração de que os coveiros apressados se enganaram. O comunismo não só não morreu como está presente no coração de milhões de seres humanos em todo o mundo.
A luta continua, camarada Ostrovski e podes ter a certeza de que o teu sacrifício não foi em vão. Somos muitos milhões os que estamos dispostos a empunhar a honrada bandeira que nos legaram Marx, Engelx e Lénine.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Os vigaristas confessam-se!

Que a generalidade dos dirigentes europeus são vigaristas do pior quilate, já o sabíamos. Não espanta assim o conto do vigário que, a propósito da derrota monumental que sofreram na Irlanda, desfiam em uníssono.
A tentativa é fazer com que acreditemos que o referendo não teve valor vinculativo e que, a exemplo das vigarices que com outros povos fizeram, a seu tempo tudo será corrigido. Quer dizer, os abutres assumem que nem a democracia formal respeitam quando os seus interesses são colocados em causa. Por isso, mal possam, vão fazer com que o não agora expresso se transforme num conveniente sim.
Por mim, fico sempre feliz quando a União se alarga em número de países. Quantos mais povos enganados, maior será a probabilidade de a construção europeia neoliberal implodir. E a cada derrota dos europeístas - vulgo charlatães endinheirados -vibro de felicidade.
A União Europeia é, desde o seu início, um monumental embuste. Criada com o único objectivo de lutar contra o comunismo, desde cedo assentou os seus alicerces na mentira e na chantagem. País e povo que não aceitassem o capitalismo não poderiam ser beneficiados com os milhões que permitiram a reconstrução no pós-guerra.
Desde então, e através do que o charlatão-mor apelidou de "política dos pequenos passos", têm sido servidas gradual e sucessivamente, doses de veneno federalista, que transformando a União numa federação de estados, cumpra o designío dos grandes senhores.
Tudo feito sem que o povo se possa pronunciar. Tudo realizado sob coacção e chantagem. Ainda agora, sob a ressaca do não, os tais europeístas se apressaram a exigir a expulsão do prevaricador do clube europeu.
Cambada de miseráveis.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A honra de ser comunista


Se alguém alertou, com verdade, para a situação actual foi o PCP. Cumprindo a sua missão, informou com coragem e desde o início, que a integração europeia - esta mesmo que agora sofremos - teria consequências desastrosas, designadamente, a destruição da base produtiva do país.
Na altura, os mários soares de ocasião, chamaram-nos pessimistas e anti-europeus. Se fossem dignos, pediriam agora desculpa. Em 2004, o PCP, pela voz desse grande intelectual revolucionário que se chama Miguel Urbano Rodrigues, previu a escalada brutal dos preços dos combustíveis. Chamaram-lhe catastrofista.

Não há, em matéria de coragem, coerência e honradez, partido que se assemelhe ao PCP. E eu, que neste ano cumpro 25 anos de militância no Partido, sinto-me profundamente orgulhoso. E vaidoso também. Porque contribuí, na medida das minhas possibilidades, para essa obra notável.


As consciências de aluguer ao serviço!

Em épocas de crise, como a que vivemos, torna-se mais claro o trabalho sujo desenvolvido pelas inúmeras consciências de aluguer. Como sucedeu no processo Casa Pia, em que só faltou dizerem que foram as vítimas que violaram os pedófilos, vêm agora defender o governo encabeçado pelo putativo engenheiro sócrates. São exactamente os mesmos escroques: bem pagos, bem nutridos de tachos e influências, tentam a todo o custo evitar que o povo despeje na rua a seita que rouba e destrói o País.
E usam todos o mesmo argumentário pútrido, visando perpetuar a ordem estabelecida. De tudo falam, ominiscientes na arte de prestar vassalagem e pressurossos no dobrar do cachaço. A mesmíssima cambada de suínos perora as verdades imutáveis na generalidade dos órgãos de comunicação social dominante. Pagos uns pelo Balsemão - agora apostado em branquear a imagem do pedófilo preferido - outros pelo Jacques e Belmiro, chafurdam na lama que pretendem vender-nos como farinha.
Por vezes é difícil mantermo-nos lúcidos perante tanto canalha. Mas a luta - que odeiam como a determinação dos que resistem - há-de mostrar-lhes que a caca que produzem é ineficaz contra o futuro. Por mais que o atrase.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O sócratino zangou-se

Segundo a imprensa, um tal Trindade, alegadamente sindicalista, abandonou a manifestação do passado dia 5, incomodado com a exigência de demissão do governo. E com razão! É inadmissível que 250 mil manifestantes - perdão, 249 999 - possam mais do que um esforçado mas pouco convincente sócretino. E ainda o rapaz não conhece o poema de Brecht. Senão estou certo que berraria a exigência de mudança de povo

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A senhorita Y

O século passado conheceu acontecimentos exaltantes. Destaco três: a Revolução russa de 1917, a revolução cubana de 1959 e a nossa, de Abril de 1974. Em comum têm a reacção criminosa que sofreram por parte dos EUA, potência que não admite a dignidade inerente aos povos soberanos.

A Rússia logo sofreu a invasão de 22 países capitalistas e sabotagens de toda a ordem. Cuba, além da invasão da baía dos porcos e do bloqueio, teve que suportar ataques reiterados de terroristas municiados pelos EUA e pela máfia anticubana. A nossa revolução foi atacada logo no dia 25, e basta relembrar a actividade do mafioso Carlucci e seus apaniguados lusitanos.
Quando pretendem submeter um povo aos seus ditames, os nazis de Washington não vacilam na utilização de todos os meios ao seu alcance. Por isso assassinaram Allende e milhares de chilenos por intermédio de Pinochet. Destruiram Granada, a Nicarágua Sandinista e patrocinaram todas as ditaduras de Strossener a Somoza.
Agora, depois de assassinarem centenas de milhar de iraquianos, contribuem denodadamente para nova ofensiva contra CUBA. Criaram uma figurinha, há anos associada a terroristas conhecidos, compuseram-lhe a imagem e depois de adequado estágio na Suíça, fizeram-na reentrar novamente em CUBA, ordenaram aos seus lacaios que lhe divulgassem o nome e lhe ofertassem um prémio.

Num repente, a menina Y tornou-se numa estrela planetária. O que diz não interessa. Afinal de contas limita-se a repetir, com roupagem nova, as mesmíssimas coisas que os seus mentores ideológicos disparam contra a revolução cubana desde o início. Mas por enquanto vai brilhando. Porque surge como a menina vitimada pela “censura castrista”.

A mesma censura que afinal lhe permite ter um blogue, que disponibiliza espaços públicos com acesso à net e, pelos vistos, lhe permite viver do dinheiro que ganha com os escritos que produz.
E que nojo causa constatar que os mesmos que em Portugal silenciam todas as lutas e, servilmente, adulam o poder, se colocam em bicos de pés gemendo pela Y. Os mesmos que ostracizam os desempregados, os idosos com pensões de miséria, as vítimas dos pedófilos, os perseguidos por convicções ideológicas, grunhem agora contra revolucionários que toda a vida lutaram pelo bem comum. Contra o capitalismo!