quarta-feira, 11 de junho de 2008

As consciências de aluguer ao serviço!

Em épocas de crise, como a que vivemos, torna-se mais claro o trabalho sujo desenvolvido pelas inúmeras consciências de aluguer. Como sucedeu no processo Casa Pia, em que só faltou dizerem que foram as vítimas que violaram os pedófilos, vêm agora defender o governo encabeçado pelo putativo engenheiro sócrates. São exactamente os mesmos escroques: bem pagos, bem nutridos de tachos e influências, tentam a todo o custo evitar que o povo despeje na rua a seita que rouba e destrói o País.
E usam todos o mesmo argumentário pútrido, visando perpetuar a ordem estabelecida. De tudo falam, ominiscientes na arte de prestar vassalagem e pressurossos no dobrar do cachaço. A mesmíssima cambada de suínos perora as verdades imutáveis na generalidade dos órgãos de comunicação social dominante. Pagos uns pelo Balsemão - agora apostado em branquear a imagem do pedófilo preferido - outros pelo Jacques e Belmiro, chafurdam na lama que pretendem vender-nos como farinha.
Por vezes é difícil mantermo-nos lúcidos perante tanto canalha. Mas a luta - que odeiam como a determinação dos que resistem - há-de mostrar-lhes que a caca que produzem é ineficaz contra o futuro. Por mais que o atrase.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O sócratino zangou-se

Segundo a imprensa, um tal Trindade, alegadamente sindicalista, abandonou a manifestação do passado dia 5, incomodado com a exigência de demissão do governo. E com razão! É inadmissível que 250 mil manifestantes - perdão, 249 999 - possam mais do que um esforçado mas pouco convincente sócretino. E ainda o rapaz não conhece o poema de Brecht. Senão estou certo que berraria a exigência de mudança de povo

sexta-feira, 9 de maio de 2008

A senhorita Y

O século passado conheceu acontecimentos exaltantes. Destaco três: a Revolução russa de 1917, a revolução cubana de 1959 e a nossa, de Abril de 1974. Em comum têm a reacção criminosa que sofreram por parte dos EUA, potência que não admite a dignidade inerente aos povos soberanos.

A Rússia logo sofreu a invasão de 22 países capitalistas e sabotagens de toda a ordem. Cuba, além da invasão da baía dos porcos e do bloqueio, teve que suportar ataques reiterados de terroristas municiados pelos EUA e pela máfia anticubana. A nossa revolução foi atacada logo no dia 25, e basta relembrar a actividade do mafioso Carlucci e seus apaniguados lusitanos.
Quando pretendem submeter um povo aos seus ditames, os nazis de Washington não vacilam na utilização de todos os meios ao seu alcance. Por isso assassinaram Allende e milhares de chilenos por intermédio de Pinochet. Destruiram Granada, a Nicarágua Sandinista e patrocinaram todas as ditaduras de Strossener a Somoza.
Agora, depois de assassinarem centenas de milhar de iraquianos, contribuem denodadamente para nova ofensiva contra CUBA. Criaram uma figurinha, há anos associada a terroristas conhecidos, compuseram-lhe a imagem e depois de adequado estágio na Suíça, fizeram-na reentrar novamente em CUBA, ordenaram aos seus lacaios que lhe divulgassem o nome e lhe ofertassem um prémio.

Num repente, a menina Y tornou-se numa estrela planetária. O que diz não interessa. Afinal de contas limita-se a repetir, com roupagem nova, as mesmíssimas coisas que os seus mentores ideológicos disparam contra a revolução cubana desde o início. Mas por enquanto vai brilhando. Porque surge como a menina vitimada pela “censura castrista”.

A mesma censura que afinal lhe permite ter um blogue, que disponibiliza espaços públicos com acesso à net e, pelos vistos, lhe permite viver do dinheiro que ganha com os escritos que produz.
E que nojo causa constatar que os mesmos que em Portugal silenciam todas as lutas e, servilmente, adulam o poder, se colocam em bicos de pés gemendo pela Y. Os mesmos que ostracizam os desempregados, os idosos com pensões de miséria, as vítimas dos pedófilos, os perseguidos por convicções ideológicas, grunhem agora contra revolucionários que toda a vida lutaram pelo bem comum. Contra o capitalismo!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Demita-se, Jaime Gama!

No tribunal criminal de Lisboa está a ser julgada um jovem casapiano, talvez dos mais vitimados pela barbárie da pedofilia. Razão: ter denunciado Jaime Gama como autor de alguns dos crimes que sofreu. O actual presidente da Assembleia da República não foi constituído arguido porque o procedimento criminal relativo aos crimes por que foi denunciado se encontra prescrito. Mas pode perseguir quem o denunciou.

Estive no tribunal arrolado como testemunha pelo jovem corajoso, honesto e persistente. Apesar do que já sabia, o que ouvi deixou-me estarrecido. A defesa do meu irmão casapiano transformou o acusador em réu, através de um exercício doloroso mas necessário.

Inacreditavelmente e ao contrário do que sucedeu com a primeira sessão do julgamento, nem um jornalista marcou presença no tribunal. E ainda há quem duvide que o sistema controla a comunicação social dominante.

Seria muito importante que o povo português soubesse o que foi dito naquela sala de audiências. Estou certo de que não permitiria que Jaime Gama continuasse a desempenhar as altas funções que desempenha. Sobretudo para que as não usasse contra um jovem pobre e profundamente ferido. Se quer processar as vítimas, demita-se até que tudo fique esclarecido. Tudo não, porque infelizmente já não pode ser julgado.

A luta continua!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Obrigado Mação e Oliveira do Douro

Em Mação e Oliveira do Douro, com o intervalo de uma semana, duas magníficas noites e outras tantas oportunidades de falar com centenas de pessoas sobre abusos sexuais e prevenção. É impressionante a adesão das populações aos debates que se promovem sobre estes temas. E marcante a solidariedade para com as vítimas da barbárie.
Tivéssemos nós um governo preocupado com estas questões e Portugal deixaria de ser um paraíso para pedófilos, cuja actividade predatória só pode ser desenvolvida onde as pessoas não conhecem a forma como agem e dissimulam os crimes que cometem.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

As preocupações do senhor Procurador

O senhor Procurador-geral diz-se muito preocupado com a violência juvenil nas escolas. Não podia, pois, ter melhor álibi do que a cretinice em torno de um telemóvel publicitada na net por um filho do sistema miserável em que vivemos. Falta agora nomear Emídio Rangel para chefiar as polícias - de choque preferencialmente - que hão-de aplacar, de bastão em riste, as fúrias e birras estudantis.
O senhor Procurador tem demonstrado ser um óptimo ministro de Sócrates. Por isso, em vez de centrar a atenção dos portugueses no que urge combater - os homicídios, os roubos, as agressões sexuais; os crimes laborais e as crescentes falências fraudulentas; os crimes de colarinho branco e por aí fora - quer que a intervenção prioritária das forças repressivas se dirija a uma área onde a comunidade escolar (professores, restantes funcionários, pais e encarregados de educação, autarquias) pode e deve actuar de forma eficiente.
Como ministro de Sócrates, ao senhor procurador interessa iludir a questão central: as escolas estão neste estado caótico porque o governo, além do blá-blá costumeiro nada fez em quase 4 anos. Por isso falta quase tudo: funcionários, material escolar, ginásios, cantinas, tempo, estabilidade e formação para os professores darem as matérias e, quantas vezes, pais que não se dissociem dos filhos, que não se limitem a despejá-los à porta da escola.
Na verdade, quem usou de violência na escola do Porto, não foi a estudante. Foram os que a ensinaram a viver neste país dirigido por gente rasca na convicção de que o telemóvel é tudo. E o livro, nada.
Se o senhor Procurador quiser um conselho que evite a desmotivação dos alunos e outros fenómenos negativos, aqui fica: visite a Escola Voz do Operário. Constate como crescem felizes as crianças que por lá aprendem, o respeito recíproco entre professores e alunos, o amor à escola diariamente fortalecido. Depois, se quiser ser coerente, exija ao governo que pague à Voz do Operário os milhares de euros que lhe deve por não comparticipar nas despesas com as crianças de menores recursos.

terça-feira, 18 de março de 2008

Contra os canalhas!

Augusto Santos Silva é um ser infame, que só chegou a ministro do actual governo por se ter destacado, de forma ignóbil, na defesa de Paulo Pedroso. A propósito dos protestos dos professores decidiu, alarve, atacar o PCP e Álvaro Cunhal, com o mesmo ranço anticomunista que a pide lhe inoculou em menino.
Santos Silva não passa de trampa vulgar. Mas porque importa não permitir que os canalhas reescrevam a história, publico de seguida a carta que o meu camarada e antifascista António Nogueira de Matos Vilarigues lhe enviou:
Carta Aberta

Carta Aberta ao Senhor Ministro dos Assuntos Parlamentares
Exmº Senhor Ministro Augusto Santos Silva,
Venho por este meio informá-lo que me sinto insultado pelas suas afirmações proferidas ontem à noite, em Chaves e dadas hoje à estampa na comunicação social escrita. Foi o comunista do meu pai, Sérgio Vilarigues, que esteve preso 7 anos (dos 19 aos 26) no Aljube, em Peniche, em Angra e no campo de concentração do Tarrafal para onde foi enviado já com a pena terminada. Que foi libertado por «amnistia» em 1940, quatro anos depois de ter terminado a pena. Que passou 32 anos na clandestinidade no interior do país, o que constitui um recorde europeu. Não foi ao seu pai, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a comunista da minha mãe, Maria Alda Nogueira, que, estando literalmente de malas feitas para ir trabalhar em França com a equipa de Irène Joliot-Curie, pegou nas mesmas malas e passou à clandestinidade em 1949. Que presa em 1958 passou 9 anos e 2 meses nos calabouços fascistas. Que durante todo esse período o único contacto físico próximo que teve com o filho (dos 5 aos 15 anos) foi de 3 horas por ano (!!!). Que, sublinhe-se, foi condecorada pelo Presidente da República Mário Soares com a Ordem da Liberdade em 1988. Não foi à sua mãe, e ainda bem, que tal sucedeu.
Foi a mãe das minhas filhas, Lígia Calapez Gomes, quem, em 1965, com 18 anos, foi a primeira jovem legal, menor (na altura a maioridade era aos 21anos), a ser condenada a prisão maior por motivos políticos - 3 anos em Caxias. Não foi à sua esposa, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi a minha filha mais velha, Sofia Gomes Vilarigues, quem até aos 2 anos e meio não soube nem o nome, nem a profissão dos pais, na clandestinidade de 1971 a 1974. Não foi à sua filha, e ainda bem, que tal sucedeu.
Fui eu, António Vilarigues, quem aos 17 anos, em Junho de 1971, passou à clandestinidade. Não foi a si, e ainda bem, que tal sucedeu. Foi o caso do primeiro Comité Central do Partido Comunista Português eleito depois do 25 de Abril de 1974. Dos 36 membros efectivos e suplentes eleitos no VII Congresso (Extraordinário) do PCP em 20 de Outubro de 1974, apenas 4 não tinham estado presos nas masmorras fascistas.
Dois tinham mais de 21 anos de prisão. Com mais de 10 anos de prisão eram 15, entre eles Álvaro Cunhal (13 anos). São casos entre milhares de outros (Haja Memória) presos, torturados e até assassinados pelo fascismo.Para que houvesse paz, democracia e liberdade no nosso país. Para que o senhor ministro pudesse insultar em liberdade. Falta-lhe a verticalidade destes homens e mulheres. Por isso sei que não se retratará, nem muito menos pedirá desculpas. As atitudes ficam com quem as praticam.
Penalva do Castelo, 8 de Março de 2008.

António Nogueira de Matos Vilarigues

domingo, 24 de fevereiro de 2008

DEMOCRACIA EXPOSTA


"Curiosa, e por demais significativa, foi a predominância das bandeirinhas norte-americanas nas mãos dos kosovares que diziam (e julgavam) estar a festejar a independência do seu país. Não se trata propriamente de uma novidade, já que situações semelhantes têm ocorrido em todo o mundo ao longo dos anos: o imperialismo norte-americano tem uma vasta experiência em cerimónias deste género – sempre antecedidas de cruéis morticínios à boa maneira do império.
Como aconteceu desta vez: em 23 de Março de 1999, Solana, previamente contratado por Clinton para secretário-geral da NATO, ordenou - sem mandato da ONU e apoiado pelos habituais governos europeus, entre eles o do PS/Guterres - os bombardeamentos sobre a Jugoslávia, iniciando assim aquilo a que chamou uma «intervenção humanitária», levada à prática pelas fortalezas voadoras B-52, os caças-bombardeiros B-2 e os mísseis Tomahawk.
Milhares de toneladas de bombas (de «fragmentação» e com «urânio empobrecido») foram lançadas sobre bairros e lares residenciais, hospitais, escolas, fábricas, pontes, lares de refugiados, refugiados nas estradas, centrais eléctricas, sistemas de abastecimento de água potável – fazendo milhares de mortos. Entretanto, no interior, concretamente no Kosovo, a acção criminosa da NATO era apoiada por um grupo terrorista que se auto-designava «Exército de Libertação do Kosovo» (UÇK) organização criada pelos EUA, a Grã Bretanha, a Alemanha, etc, e cujo símbolo era o mesmo usado por um grupo nazi (criado pela Alemanha nazi, na 2ª guerra mundial) para combater os resistentes jugoslavos.
Assim, enquanto a NATO bombardeava impiedosamente o território jugoslavo (Kosovo incluído), os terroristas do UÇK, em terra, perseguiam e assassinavam compatriotas seus. Agora, «chegou o dia em que o Kosovo é orgulhosamente independente e livre» - mentiu, no domingo, com voz cheia de requebros democráticos, o actual primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaçi, «democraticamente eleito», como é uso dizer-se nestes casos.
Neste específico caso, contudo, com a democracia toda à mostra, já que este Hashim Thaçi é nem mais nem menos do que o «Comandante Cobra», antigo chefe do UÇK. "
Texto de José Casanova, publicado no AVANTE! de 21/02/08

sábado, 19 de janeiro de 2008

Que vergonha!!!!

Quanto mais tempo se arrastar o processo Casa Pia, mais se alargará a prestativa amnésia de algumas testemunhas. Teresa Costa Macedo abriu o desfile. Depois de me garantir, e a outras pessoas, ter visto o arguido Carlos Cruz nas fotos apreendidas em casa de Jorge Ritto, bem como um estrangeiro - conhecido mafioso amigo de Mário Soares - foi a tribunal mostrar-se esquecida e cobarde.
Agora a cena repetiu-se com uma antiga educadora. E se mais arrastarem o julgamento, mais "surpresas" surgirão e não duvido que consigam provar que foram as vítimas que abusaram dos arguidos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Indemnização?


Acabo de escutar, numa rádio, que o bandido pretende pedir uma indemnização ao Estado português por ter estado ilegalmente detido.
O mundo enlouqueceu?????