quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Uribe, o bonifrate
domingo, 23 de dezembro de 2007
Que Natal?
Nem sei se vale a pena reflectir sobre a evidência: já não há Natal! Tudo não passa de um pretexto – mais um – para o consumismo desenfreado. Gasta-se, em produtos desnecessários, quantias obscenas. Sem olharmos para o lado, não vá o rosto famélico do ser humano, que tanto invocamos em palavras, interpelar-nos as consciências.
A verdade é dura: o desemprego aumenta e a tendência é para que se agrave o martírio. O poder de compra desce para níveis que nos colocam entre os últimos da União Europeia. E, cimeira após cimeira, ao longo do percurso do embuste laboriosamente urdido, somos conduzidos à destruição total da nossa soberania.
O nosso povo tem escolas e hospitais degradantes. Pensões de miséria. O preço dos bens culturais é elevadíssimo. As nossas crianças são negligenciadas, maltratadas, violadas, assassinadas. As “elites” que nos têm desgovernado desde 1975, além de pés de barro são incompetentes, corruptas e ávidas de poder.
A dignidade tem o valor do dinheiro. Tudo se faz por interesse. Queres ganhar um telemóvel ou um carro? Faz o que te mandam e não estrebuches. Vives numa democracia, pá, e entre as plásticas da Lili Caneças e os arrotos boçais de cómicos deprimentes, tens que encontrar a via-sacra da sobrevivência. Cada vez mais precária e mais submissa. Ah, mas podes protestar, desde que o faças a horas certas e de modo politicamente correcto. Porque até o teu protesto já domaram.
Agora, a melhor prenda de Natal do Sócrates e Vieira da Silva: um pacote que vai facilitar os despedimentos.
Olho o mundo e com pouquíssimas excepções, o que vejo é aterrador: por todo o lado o capitalismo provoca miséria e morte. Milhões de seres humanos sacrificados para que enriqueçam os bandalhos.
De modo que para mim não há Natal. Nem festa. E tudo se resumirá ao necessário para não cercear às crianças o direito à imaginação.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Insolente Sócrates
Acabo de ouvir o senhor José Sócrates na Assembleia da República. Interpelado por Jerónimo de Sousa sobre a dramática situação na educação especial, que afecta crianças deficientes de todo o país, o ainda primeiro-ministro recorreu ao blá-blá do costume para arrancar aplausos boçais aos seus apaniguados.
Na turma do meu filho, no ano passado, um menino surdo esteve meses sem o acompanhamento que a lei estipula. Situação que aliás é comum à generalidade das escolas. Meses em que foi criminosamente privado de escola. E este Sócrates é um insolente tão insensível que se limita a responder com demagogia aos problemas apresentados. Que vergonha.
Parabéns, Inspector Dias André
Segundo o Correio da Manhã de hoje, "O Tribunal da Relação de Lisboa aumentou de cinco mil para 25 mil euros o valor da indemnização por danos morais a pagar por Raquel Cruz a Dias André, antigo inspector-chefe da Polícia Judiciária que investigou o processo Casa Pia."Só quem passou pelas contínuas difamações orquestradas por Raquel Cruz, pode avaliar os danos que causou. Parabéns, pois, senhor inspector. E obrigado por ter protegido as vítimas dos pedófilos, contra tudo e contra todos.
Portugal seria bem melhor se existissem mais pessoas como o senhor
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Os muros
"Um dia destes, a propósito dos gastos dos partidos nas campanhas eleitorais, um politólogo especializado na matéria, chamado a opinar, opinou que as campanhas eleitorais partidárias eram desnecessárias, já que, explicava, a intervenção da comunicação social nas campanhas era suficiente para fazer chegar aos eleitores as propostas dos vários partidos concorrentes.José Casanova, no "Avante!"
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
A luta alastra
Petição pelas crianças vítimas de abuso sexual
Corre uma petição na internet em prol das «Crianças Vítimas de Abusos Sexuais». A mensagem é dirigida ao Presidente da República e deixa um apelo a Cavaco Silva para que faça uma intervenção na Assembleia da República sobre os direitos das crianças. O ex-casapiano Pedro Namora é um dos signatários da petição e foi contactado pela professora Maria Clara Sottomayor, que teve a ideia.
Em pouco tempo foi escrita a missiva e colocada na internet para a recolha de assinaturas. «Queríamos, no mínimo, recolher quatro mil assinaturas» explica ao PortugalDiário Pedro Namora. Cavaco Silva já expressou publicamente a sua preocupação sobre as situações de abuso sexual a crianças e perante as suas palavras muitos acreditam que pode ser um aliado na luta contra a pedofilia.
O presidente da República pode ser uma nova voz de alerta e quando achar que é «o momento oportuno pode dirigir uma mensagem à Assembleia da República em defesa dos direitos das crianças».
Os criadores da petição ainda não sabem como vão fazer chegar a missiva a Cavaco Silva, mas «talvez tentem pessoalmente», acrescenta o ex-casapiano Pedro Namora.
Na carta escrita ao Presidente da República pode ler-se: «Indo ao encontro das preocupações reveladas por V. Exa. relativamente às investigações em curso sobre crimes de abuso sexual de crianças a viver em instituições (...) vimos requerer a intervenção de V. Exa, através de uma mensagem à AR, ao abrigo do art. 133.º, al. d) da CRP, para a concretização» de vários objectivos.
Entre os objectivos destacam-se, por exemplo, «a proibição de repetição dos exames, interrogatórios e perícias psicológicas», como vai acontecer às vítimas do processo Casa Pia. Ou ainda, garantir sempre o direito da criança à audição por videoconferência, sem estar «cara a cara» com o arguido.
Ou seja, além da mensagem de Cavaco Silva, o objectivo principal da petição é tentar criar «medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança».
A petição está acessível em vários blogues: Vale a pena Lutar; Comadres, Compadres e Companhia e ainda Portugal Profundo.
Até esta quarta-feira já foram recolhidas 1.300 assinaturas.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Vale a pena lutar!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Faz o que eu digo, não faças o que eu faço...
Escutado pelos "media" nacionais - que democraticamente ignoraram a posição dos cerca de 4,5 milhões de apoiantes do projecto - Peneda permitiu-se perorar sobre aquilo que, no seu democrático entendimento, caberia agora aos responsáveis venezuelanos fazer para entrarem no bom caminho. A saber: o capitalismo selvagem que até há bem pouco vigorou.
O senhor deputado há-de ter lido as determinações que a embaixada norte-americana sempre distribui aos seus súbditos nestas ocasiões, de molde a que reproduzam, sem equívocos, a "voz do dono". Mas anos de prática política - e que prática, senhores! - poderiam ter-lhe ensinado, pelo menos, a existência de países soberanos. Mesmo na América Latina, feudo tradicional dos USA.
E já agora, se não fosse pedir muito, poderia até ter-se calado. Afinal, sobra-lhe em arrogância o que lhe falta em legitimidade. É que na Europa, apesar de derrotado em referendo, o projecto constitucional federalista está de novo a ser imposto aos povos, sem discussão. E agora, ao que sabemos, sem referendo
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Obrigado
"Meu caro Dr. Pedro Namora,
Tenho a certeza que a partir do endereço que nos deixa, os visitantes irão - como eu fui... - ler e apreciar o texto a que se refere, pela importância de que se reveste - trata-se das nossas crianças.
Cordialmente, Júlio Machado Vaz."
Muito obrigado, senhor professor.
