"Quando dou comida aos pobres chamam-me santo! E quando pergunto por que não têm comida, chamam-me comunista."
Sempre a Casa Pia
A ida de Pinto Monteiro ao Parlamento é mais um episódio sinistro do escândalo nacional chamado Casa Pia

Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia, contou ao PortugalDiário que tem sido «seguida», porque já se cruzou, «várias vezes em locais muitos distintos», com «o mesmo homem». Desde quando? «Não posso dar a certeza absoluta, mas tenho ideia que foi após dar a entrevista ao semanário Sol», afirma.
Apresentar queixa ou pedir protecção especial não está nos planos de Catalina Pestana. «Não tenho medo. Nunca tive protecção e não é agora que vou pedir», garante. A ex-provedora sabe que não é a primeira vez que a «seguem» e exemplifica, com outra situação. Recentemente, soube que esteve «um carro parado muito tempo num largo perto da minha casa, para ver quem entrava e quem saia de minha casa». Com alguma ironia exclama, «nunca viram nada de especial, não tenho nada a esconder».
Catalina Pestana garante que não vai mudar a sua vida por causa deste «homem» mas reconhece que os seus amigos «estão preocupados» com esta nova «perseguição». Os seus olhos cruzaram-se com «ele» em locais tão diversos que é impossível «ser coincidência».
O último «encontro» aconteceu num jardim de Lisboa e Catalina Pestana estava acompanhada. Os presentes repararam no «ar de gozo» e «no olhar» que o homem lançou à ex-provedora.
Testemunha foi «sovada»
Mas o que a mais preocupa a ex-provedora da Casa Pia são os jovens que acompanhou nos últimos anos e que foram vítimas de abuso sexual. Há cerca de três meses uma das testemunhas do processo «foi agredida» violentamente. «Eu vi com os meus próprios olhos como ele ficou, sei que não foi tanga», conta.
De alguma forma, o facto de os jovens terem deixado de ter protecção, por parte do corpo de segurança pessoal da PSP, é motivo de preocupação. Actualmente, os seguranças apenas são chamados para irem com os jovens a tribunal. «O local onde provavelmente estão mais seguros», desabafa Catalina Pestana. Apesar da presença «da sombra» mantém as declarações que fez ao semanário Sol e espera que a denúncia seja investigada."
A caminho da praia deu a mão ao neto e recuou ao seu tempo de menino.
Não se recordava de ter sido criança. Nem um afago, nem uma brincadeira. Apenas a dureza do ofício de padeiro.
Apertou a mão do neto.
Antes da padaria, as planícies alentejanas marcaram-lhe o carácter com a dureza da jorna e a míngua de pão. Depois foi a guerra, os ferimentos e o campo de concentração. Já em liberdade e regressado ao País, a dura labuta para criar dois filhos.
Pegou no neto ao colo.
Lembrou Soeiro, Redol e Manuel da Fonseca. Depois de Abril aderiu ao Partido e fez tanta vida nova brotar das mãos calejadas que a felicidade lhe estampou o rosto solidário para sempre. Abençoado tempo novo!
Beijou o neto.
Quando este lhe perguntou por que chorava, deu-lhe outro beijo e exclamou: É tão bonita a praia, meu amor!
Sócrates mentiu sem vergonha aos portugueses para ser eleito. Mentiu sem vergonha quando se disse engenheiro. Mentiu sem vergonha quando afirmou preocupar-se com o desemprego, fatalidade que não se cansa, insensível, de alimentar. Mentiu na propaganda que fez com a atribuição de computadores descontinuados, a preços elevados.
Acabou há pouco o “Prós e Contras”. Fátima Campos Ferreira bem se esforçou. Ela e os seus acólitos de parvoíces. Mas em vão: Alfredo Bruto da Costa demonstrou e reiterou, perante as investidas dos comissários do governo, que Marx tinha e mantém toda a razão.
A pobreza não é uma inevitabilidade. É sim uma consequência necessária do capitalismo. Que não se resolve com a caridadezinha, nem com instituições que, em nome dos pobres, alimentam personagens lúgubres e oportunistas.
Agora, a miséria, segundo alguns, é fruto não da exploração capitalista e da desproporcional distribuição da riqueza, que penaliza quem trabalha, mas das catástrofes climatéricas. E Fátima sempre a ajudar o governo, pois se até na evoluída suécia "há miséria", o que poderia fazer o senhor Sócrates...
Para combater a pobreza é necessário destruir o sistema em que, como alertou o Professor Bruto da Costa, 500 larápios – vulgo milionários – possuem mais riqueza do que 500 milhões de seres humanos. Milhões de crianças morrem por não possuírem, como referiu Fidel Castro, 50 cêntimos de dólar para uma mísera vacina. Outras definham até à morte por ausência de água potável e alimentos. E o analfabetismo?...
E perante este cenário dantesco, fruto do capitalismo, alguns peroram com volúpia, sobre democracia e blá, blá. Cambada de escroques, invertebrados.