No designado processo Casa Pia 1, valeu tudo: sabem-no as vítimas, os investigadores, os magistrados e todos quantos resistiram. O pivot de todas as agressões é um criminoso de delito comum, que criou um site onde os bandidos que foi arregimentando babaram as habituais enormidades. Feliz ou infelizmente, nunca consegui encontrá-lo. Como todos os cobardolas e sobretudo como os que defendem os abusadores sexuais, ataca e foge.
Hoje, o mesmo bandido disparou novamente contra mim, a partir do pasquim que neste processo imundo sempre defendeu os arguidos. Disparou de forma mentirosa e tão assumidamente canalha, que nem sequer me foi dada a oportunidade de contraditar o lixo que bolsaram.
Por isso, e em primeiro lugar, quero dizer-vos que, a exemplo do que sucedeu recentemente com outro difamador, pedirei ao bandalho responsabilidades no local certo: os tribunais!
Em segundo lugar, quero fazer-vos um apelo: neste processo, o que está em causa é a luta contra a pedofilia em geral e, contra os que, dentro e fora da Casa Pia, atacam de forma bárbara crianças desprotegidas. Por isso, o Pedro Namora é irrelevante, e não pode servir para que os bandidos desviem as atenções do que é fundamental.
E o fundamental é que eles conseguiram atrasar o processo para que nunca se faça justiça. E agora vão de novo sujeitar as vítimas à violência de novos exames. Isto quando se sabe que as vítimas falaram verdade e não há um único pedófilo que não seja um mentiroso experiente.
O fundamental é que a rede pedófila mantém dentro da Casa Pia elementos, perfeitamente identificados, que alimentam os pedófilos e a indústria de que vivem. Bandidos que , mesmo sem que tenha terminado o primeiro processo, já se sentem à vontade para fornecer crianças a arguidos poderosos.
O fundamental é percebermos que a presidente da Casa Pia foi nomeada para as funções pela mesma gente que tempos antes combateu as vítimas de forma cruel.
O fundamental é exigirmos que o governo faça alguma coisa em defesa das crianças. Por mim, continuarei a lutar. Sei que se alguma vez revelasse os nomes dos bandidos envolvidos, teria que pedir asilo político a outro país. Mas se lutarmos, colectivamente, poderemos diminuir o espaço de actuação desses criminosos.
Há minutos, vindo com os meus filhos pela mão, uma senhora perguntou-me se não tinha medo. Respondi-lhe que não. Afinal, mesmo que alguma coisa me sucedesse, sei que eles poderiam contar convosco. Obrigado.



