quarta-feira, 9 de maio de 2007

Contra os pedófilos!

Segundo o Correio da Manhã de hoje, “A Polícia Judiciária não tem uma base de dados actualizada com informações sobre redes pedófilas internacionais. Essa base de dados está para ser criada vai para três anos. Os investigadores estão agora a trabalhar com informações fornecidas pelas autoridades de Londres sobre pedófilos com ligações a Portugal – sobretudo ao Algarve onde reside uma vasta comunidade britânica.”

Não tenho dúvidas de que agora a referida base vai ser criada. Em Portugal actua-se sempre por reacção. Entretanto, é preciso dizer que a PJ também não possui o registo dos pedófilos portugueses, que circulam por aí à vontade, constituindo uma ameaça terrível para as nossas crianças.Noutros países, sabendo-se que os pedófilos são predadores incansáveis e, na generalidade, incuráveis, existe um controlo rigoroso das suas movimentações. Mas por cá, como se sabe, nada se fez nesse sentido. Na sequência do Processo Casa Pia, e como represália, desmantelou-se mesmo a equipa que realizou um trabalho notável na investigação dos abusos sexuais, não fosse dar-se o caso de reencontrar os que a imprensa domesticada apelida de “alegados” abusadores.

A verdade é que a nossa população não sabe como proteger as crianças dos pedófilos. E este governo - onde marcam presença ministros que no âmbito do Processo Casa Pia se destacaram pelos ataques que desferiram às vítimas de abusos sexuais e pela defesa de um arguido - nada fez para as proteger. Onde estão as palestras, os folhetos informativos, os apoios e esclarecimentos às famílias, o investimento na protecção?

Nada! Mas preocupado em evitar que no futuro algum cavalheiro seja incomodado pela Justiça, Sócrates apadrinhou alterações ao código de processo penal que, protegendo os poderosos, são uma vergonha. Portugal está a ser transformado num paraíso para os criminosos e respectivas organizações mafiosas. É evidente que nenhuma medida poderia ter evitado o rapto de Madeleine, que tanto nos dói.

Mas a inexistência de uma política governamental, efectiva, de protecção das crianças torna ainda mais insuportável a insegurança que sofremos. Porque a verdade, é que, como sucedeu na Bélgica com a menina Sabinne Dardenne, qualquer criança pode ser raptada a caminho da escola, por exemplo. Quando se lida com pedófilos, a única arma eficaz é a constante vigilância dos pais. Em Portugal as crianças passam cada vez mais tempo sozinhas. Inexistem escolas ou outras instituições, em número suficiente, onde as crianças possam estar protegidas durante o tempo em que os progenitores estão a trabalhar. Como não podem pagar os prolongamentos de horários, os pais deixam os filhos entregues a si próprios e os canalhas sabem disso.

O que é inadmissível, sobretudo depois do conhecimento de casos análogos – uma criança portuguesa desapareceu durante os breves minutos em que os pais escolhiam um gelado – é a completa ausência de divulgação dos cuidados básicos a adoptar pelas famílias. Que deve ser feita de forma séria, adequada e pedagógica.

domingo, 6 de maio de 2007

CONTRA A CENSURA!

Não calam a voz do PCP!

Domingo, 06 Maio 2007


A RTP vai emitir na próxima segunda-feira mais uma edição do programa “Prós e Contras” sob o tema “Choque de valores”, onde anuncia a discussão de um conjunto de elementos de grande actualidade política e ideológica, nomeadamente as eleições presidências em França e as regionais na Madeira, a situação na Câmara Municipal de Lisboa e as eleições que em breve ocorrerão, o que distingue a Esquerda da Direita, entre outros.
Para o painel de convidados está anunciada a presença do último candidato presidencial do PS (Mário Soares), de um ex-presidente do CDS-PP (Adriano Moreira), de um deputado do PSD (Paulo Rangel) e de um dirigente e eurodeputado do BE (Miguel Portas), excluindo de forma inqualificável a presença do PCP, partido que, registe-se, é a terceira força política nacional com representação na Assembleia da República, isto para além das posições e responsabilidades que assume no Concelho de Lisboa e na Região Autónoma da Madeira.

Registe-se também que, após a divulgação pela RTP do conteúdo e do formato do programa, o PCP procurou junto da produção do “Prós e Contras” e da Direcção de Programas da RTP, sugerir a participação de um membro do PCP, hipótese esta que foi cabalmente rejeitada. O Painel de convidados que foi anunciado, não suscita qualquer dúvida quanto à relação entre os presentes e o partido político a que pertencem, pelo que a exclusão do PCP por parte da RTP só pode ser entendida como forma de silenciar e apagar o papel, a reflexão e intervenção dos Comunistas, numa atitude que viola o pluralismo, o rigor, o respeito pelos telespectadores a que qualquer operador de televisão está vinculado, ainda mais no caso da RTP como prestador de serviço público.

O PCP não aceita esta discriminação e amanhã dia 7, irá fazer deslocar para junto das instalações da Casa do Artista, pelas 21 horas, local de onde o programa Prós e Contras será emitido, uma numerosa delegação com o objectivo de participar no programa e expressar o seu veemente protesto perante esta inaceitável exclusão. O PCP desenvolverá ainda um outro conjunto de iniciativas com vista a repor o pluralismo na televisão pública.

O Gabinete de Imprensa do PCP

sexta-feira, 4 de maio de 2007

O TEMPO DAS GIESTAS

A propósito do mais recente romance de José Casanova, editado pela Caminho:

“Es que, cuando los hombres llevan en la mente un mismo ideal, nada puede incomunicarlos, ni las paredes de una cárcel, ni la tierra de los cementerios, porque un mismo recuerdo, una misma alma, una misma idea, una misma conciencia y dignidad los alienta a todos.”

Fidel, “A História me Absolverá”

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Fascismo nunca mais!


Segundo me contaram diversos participantes no magnífico desfile pela Liberdade, a PSP fez um cordão de segurança no Marquês de Pombal para proteger um cartaz fascista que há dias suja Lisboa.Com receio de que os manifestantes fizessem cumprir o que determina a Constituição e banissem o escarro contra Abril, os que mandam na polícia ordenaram-lhe que se posicionasse do lado da ignomínia.

Convém não esquecer que o cidadão que primeiro isentou de responsabilidades a súcia que pariu o cartaz foi o novel Procurador-geral da república, que não encontrou qualquer inconstitucionalidade no mesmo. Não admira assim, que as mesmíssimas fardas que antes cumpriram com zelo a protecção da caca, agredissem violentamente um grupo de jovens por ter cometido o capital pecado de gritar: "Santa Comba Dão é a terra do cabrão!" , ou - o que é ainda mais perigoso - "Fascismo nunca mais!"

Este episódio tem que ser analisado no âmbito do que vem sucedendo em Portugal desde que Sócrates conseguiu a maioria absoluta. Desde a identificação de sindicalistas por terem exercido os direitos que a lei lhes atribui, até às conhecidas repreensões a jornalistas por ousarem escrever sobre a alegada licenciatura, tudo tem valido. Portugal é hoje um país refém dos absolutamente maioritários boys do PS. Quem controla o SIS, a PJ, a Procuradoria-geral da república, as polícias, a comunicação social; o tribunal de contas; o Banco de Portugal, etc, etc, etc? Quem distribui os milhões dos fundos comunitários? Quem determina o rumo dos concursos?

Ainda não é o fascismo? Talvez não, pelo menos com as características do que vigorou até Abril de 1974. Mas este sistema de democrático tem o nome e pouco mais. O que exige o reforço da luta. Porque a canalha que prende quem grita por Abril, tem que saber que há muito povo para prender se nos quiserem silenciar.
Viva a Liberdade!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Na véspera do 33º aniversário do 25 de Abril



Por concordar com o seu conteúdo, execepto na parte em que o autor recusa a evidência de ser um herói - a exemplo do João Honrado, com quem partilha a foto - reproduzo, mesmo sem ter pedido prévia licença, o texto que retirei do anónimo séc. xxi.


"Para nós, comunistas, o 25 de Abril de cada ano é, sempre, uma Festa de Unidade. Para os comunistas, para o seu Partido, o 25 de Abril não é uma data partidária. Porque sabemos que ninguém tem o monopólio desse momento histórico da conquista da liberdade e da democracia para o nosso Povo. Pelo nosso Povo.

Terá havido, nalguns episódios destes 33 anos, militantes nossos – ou quem então o era precariamente, em percursos das suas carreiras políticas pessoais – que, em nome do Partido Comunista, tenha tomado posições não coincidentes, ou não coerentes, com o que é a posição dos comunistas sobre o 25 de Abril.Mas, sendo uma Festa de Unidade, não deixamos que dela nos excluam em quaisquer comemorações que se apresentem, ao Povo, como sendo do 25 de Abril de todos.

O 25 de Abril é o culminar de uma resistência de 48 anos. Ao fascismo e ao colonialismo. Que fizemos como mais ninguém a fez. Porque quando outros deixavam de ser o que eram, nós continuámos a ser o que sempre fomos, na luta que clandestina teve de passar a ser. Duríssima. Durante 48 anos! Resistência em que, sabemos!, nunca estivemos sozinhos! Por isso, não deixamos que nos excluam dos 25 dos sucessivos Abris. Por isso, não nos oferecemos nem aceitamos convites para participar em comemorações que, dizendo-se do 25 de Abril, não o são porque ou nos excluem ou nos subalternizam. Queremos apagar-nos em unidade mas não consentimos que nos apaguem como meros figurantes em comemorações de figurões e protagonistas contumazes.

Recusarem-se, sistematicamente, em comissões de unidade que integramos, as nossas propostas e quererem impor propostas que não têm o nosso acordo, acusando-nos sempre de ser nossa a responsabilidade da falta de consensualidades, é fazer o mal e a caramunha. Que denunciamos. Pessoalmente, em Ourém, lembro a linda festa que foram as comemorações dos 10 anos do 25 de Abril, nos Bombeiros, em que trabalhámos mais do que ninguém mas que não foi uma festa (só) nossa, e tenho pena que não se tivesse repetido porque se privilegiam comemorações partidárias e “oficiais”, onde talvez nos concedessem participação enquanto tolerados ou convidados, eventualmente de honra, se a tal nos propuséssemos ou estivéssemos disponíveis.

Pessoalmente, sei que não fui um herói do 25 de Abril. Aliás, de nada fui ou serei herói. Mas não deixo que se esqueça que, com comunistas e com não comunistas, fui libertado das masmorras da PIDE, de Caxias, quando o Povo Português foi libertado e se libertou. Para mim, o 25 de Abril é, e sempre será, uma Festa de encontros e de abertura de caminhos de unidade. Porque só assim a Liberdade e a Democracia serão – ou poderão vir a ser – plenas. Do Povo que somos todos."

Sérgio Ribeiro
anónimo séc.xxi

Chico Louçã apanhado em falso

De visita ao Brasil na sequência das últimas eleições legislativas, Francisco Louçã concedeu uma entrevista ao Democracia Socialista, jornal que pertence a uma facção do Partido dos Trabalhadores. E o que disse é verdadeiramente espantoso. À pergunta do jornalista,Em Portugal, o Bloco de Esquerda conseguiu ocupar um espaço importante a partir das últimas eleições, com cerca de 6,5% dos votos, chegando a 10% nas grandes cidades. Em que contexto se deu esse crescimento?”


Chico Louçã, como por lá é conhecido respondeu, entre outras coisas:

“A esquerda em Portugal tem três grandes correntes: o velho Partido Comunista, que representa a história do movimento popular em Portugal, o Bloco de Esquerda, hoje segunda força na esquerda, e o Partido Socialista, que é o partido do governo. Esse é um partido que tem uma política liberal do ponto de vista econômico, algumas políticas sociais em relação à pobreza e à exclusão e que, nas questões políticas, alterna posições com mais convergência à direita ou à esquerda. "


Das duas uma: ou o Chico considera que o Partido Socialista não é de esquerda, o que sendo verdade é coisa pouco provável de ser dita na sua boca, ou mentiu descaradamente ao povo brasileiro. Porque como toda a gente sabe, o BE ficou sempre muito atrás do PCP em expressão eleitoral e num planeta muito distante se analisarmos a influência social.

Ora, mentir é feio. Mas ser-se be, à moda do Chico Louçã, do DO e do Nando Rosas é trocar, as vezes que forem necessárias, a verdade pelos holofotes mediáticos. E todos os pretextos são bons.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Soneto

Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?

Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.

Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.

Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.


José Carlos Ary dos Santos

sábado, 21 de abril de 2007

Contra o embuste!

Conhece o DO do BE? Não? Imperdoável! O DO do BE circula por aí e é justamente conhecido por padecer horrores sempre que avista a mais ténue presença de vermelho. Este tipo de complexo taurino – muito frequente entre os queques rosa – foi-lhe diagnosticado logo que o DO se fez do BE. E ainda bem, porque na ausência dessa sintomatologia, ao DO seria barrada a entrada no redil. Desde então o DO tem-se esmerado e o complexo tornou-se maleita incurável: Se alguém o quer ver transtornado, babando, incontinente, a raiva que o alimenta e dá prazer, basta ciciar-lhe: PCP!

Ai o que ele estrebucha e decreta, o que ele acusa e difama, o que ele mente e conspira. Como é do conhecimento geral, os do BE fazem revoluções à mesa dos cafés e investem, sempre com ar enjoado e definitivo, contra os que fazem da luta uma forma consequente e desinteressada de estar na vida. A última do DO que se fez do BE por não suportar o vermelho, é de rir. O menino estava cansado de ver o alegado licenciado enterrar-se no atoleiro de contradições sucessivas e, malandro, decidiu inventar um facto capaz de distrair o Zé povinho. Para o que contou com a colaboração de um avençado do DN.

Impostor, o DO atribuiu aos comunistas intenções censórias que só os da sua laia desenvolvem. O DO é um be e um be vive da frustração de não entender o que é a honra, dignidade e coerência. Um bom be tem que mentir para tirar proveito e o DO sabe-a toda: decretou, imperial, que o 25 de Abril não é exclusivo dos comunistas, só para dar a entender aos bes seus sequazes que o PCP teria manifestado tais propósitos. Na verdade, o DO está para a comunicação social do sistema como os bufos estavam, antes de Abril, para a PIDE. O lixo que produz não valeria o esforço de uma linha, mas em nome da verdade, aqui deixo o comunicado dos comunistas portugueses.

Quinta, 19 Abril 2007

A propósito da notícia do DN hoje publicada sob o título «PCP veta "Gato"» o PCP entende esclarecer que só por absoluta inexactidão, ou declarada má fé, se pode atribuir ao PCP, como é intenção da peça, a atitude de veto de Ricardo Araújo Pereira a propósito da intervenção de um jovem em representação de organizações juvenis na iniciativa de comemoração do 25 de Abril. A propósito da noticia do DN hoje publicada sob o título «PCP veta “Gato”» o PCP entende esclarecer o seguinte:

Em rigor o que se pode afirmar é que esta questão, a exemplo do que sucedeu com a inviabilização do acordo sobre o “Apelo” dos promotores, é expressão da atitude dos que, no quadro da comissão promotora, agiram para impedir nas comemorações quaisquer referências ou juízos críticos à acção do governo do PS.

Na actual situação – de agravamento dos problemas dos jovens e em particular dos jovens trabalhadores, que a recente lei sobre trabalho temporário veio acentuar, e deque a acção de luta de jovens trabalhadores de 28 de Março foi expressivo testemunho – a JCP apresentou e defendeu, desde o primeiro momento, por razões de actualidade política, a proposta (que chegou a ser consensualizada embora com a ausência da JS) de um jovem dirigente sindical (Pedro Frias) para a referida representação. É na sequência do desacordo manifestado já em momento posterior pelo representante da Juventude Socialista a esta proposta que o nome de Ricardo Araújo Pereira é apresentado e defendido (três reuniões mais tarde) pela JS e o BE. Perante o desacordo destas organizações àquela proposta foi ainda adiantado em alternativa, por iniciativa da Interjovem o nome de Joana Bastos para eventual consideração.

● Foi a falta de consenso entre as várias organizações juvenis – indispensável no processo de construção de decisões da comissão promotora das comemorações do 25 de Abril – que inviabilizou o acordo necessário para a referida escolha.

● O sentido que o título do DN e a peça que o acompanha pretende atingir é assim manifestamente tendencioso. Com igual «rigor» o DN poderia ter titulado “PS(ou BE) veta jovem sindicalista”.

É assim absolutamente falso que o PCP tenha “vetado” o nome de Ricardo Araújo Pereira. Para o PCP, a presença de todos quantos, como Ricardo Araújo Pereira, e tantos outros designadamente dos meios artísticos e culturais, se queiram associar às comemorações de Abril é sinal de uma desejável manifestação de vontade democrática de participação e de afirmação dos valores de Abril.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Cuidado que ele possui um cartão em que se diz socialista



Além de uma investigação independente ao atoleiro que gerou a licenciatura de Sócrates, é urgente investigar que outros dirigentes socialistas se licenciaram pela produtora independente. E em que condições.