(Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948. Descobri Graciliano através da releitura do fabuloso livro de José Casanova, O Caminho das Aves. Se eu pudesse, oferecia a cada português um exemplar desse tesouro inesgotável.)
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Graciliano Ramos
(Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948. Descobri Graciliano através da releitura do fabuloso livro de José Casanova, O Caminho das Aves. Se eu pudesse, oferecia a cada português um exemplar desse tesouro inesgotável.)
quinta-feira, 5 de abril de 2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Pela Verdade
Ora o Prof. há mais de dois anos que escreve sobre este assunto pelo que é de uma profunda desonestidade alegar, como tem feito o governo e hoje o barão socialista Jorge coelho reiterou, na Quadratura do Círculo, que tudo não passa de uma guerrilha entre gente que quer tomar o poder na alegada Universidade Independente. Guerra que como se sabe começou recentemente.
Com argumentos desse tipo pretendem atirar areia para os olhos do povo e adiar, quem sabe ad eternum, como noutros assuntos conseguiram, o conhecimento da realidade. Por que não fala José Sócrates? Algum licenciado admitiria, por uma hora que fosse, que questionassem o fruto do seu trabalho de pelo menos cinco anos?
A título de mera curiosidade, não posso deixar de assinalar um facto: Armando Vara, ex-governante socialista, surge agora também licenciado pela Independente, parece que em Relações Internacionais. Como foi meu colega em Direito na Universidade Lusíada, no já longínquo 1.º ano, hão-de ter sido as dificuldades sentidas a motivar a mudança de curso e de faculdade
sexta-feira, 30 de março de 2007
Bandalhos e cobardes
Quando penso na desfaçatez com que hoje os fascistas se colocam em bico de pés, além da revolta, assalta-me um nojo profundo. Estes criminosos, agora de novo fanfarrões, são os mesmos que em Abril de 1974, tendo no currículo cinco décadas de crimes horrendos contra homens e mulheres indefesos, se mijaram e borraram de medo mal avistaram os cravos libertadores.
Cobardolas, bandalhos, assassinos. Guincham agora de satisfação por acharem apropriados os ventos que correm. Mas nós sabemos e não há Jaime Mussolini Nogueira Hitler Pinto que apague a realidade: pertenceis à mesma corja que pariu os campos de concentração e as prisões onde milhares de portugueses foram encerrados. Que perseguiu, torturou e assassinou. Foram milhares as vítimas e muito o sangue derramado. Podeis estar certos de que não o esqueceremos.
O nosso património é indestrutível: agora mesmo posso ver o heróico Militão Ribeiro agonizando numa cela. Apesar de selvaticamente espancado ainda consegue, antes de morrer, reiterar, escrevendo com o próprio sangue, a sua dedicação ao Partido e ao povo e a sua confiança no futuro. Vejo Catarina, Bento Gonçalves, Álvaro Cunhal e milhares de anónimos que vos enfrentaram sem temor. O heroísmo dessas gentes é o nosso baluarte. A sua memória, que procuraremos honrar, a melhor companhia para o futuro.
Perante isso, os vossos grunhidos cobardes não nos intimidam. Estaremos vigilantes, porque acreditamos, como refere o poeta, “que se Abril ficar distante desta terra e deste povo, a nossa força é bastante para fazer Abril de novo”. Dure o tempo que durar. E quanto aos que de forma diletante e com aparente magnanimidade, nos receitam despreocupação perante os vossos guinchos reiterados e desvalorizam o perigo real do fascismo, só espero que não repitam a cobardia da inacção conivente a que se votaram antes de Abril.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Baltasar Gárzon dixit
Mais um embuste
Este governo, na ausência de políticas efectivas, está transformado num gabinete que apregoa modernização administrativa como nas feiras antigas se vendia a banha de cobra. Agora é o projecto "Nascer Cidadão", que visa permitir o registo de bébés logo nas maternidades. Como se isto fosse um grande avanço, ontem a imprensa não falou noutra coisa.
Grande embuste: a cidadania depende do registo! Estou a imaginar as mães portuguesas, sobretudo as de menores recursos, cochichando aos filhotes: aguentem cidadãos, cédula já têm. Agora, para comer, é só esperar os cerca de quatro meses que o governo, o mesmo da fantochada da cidadania, demora a pagar, em média, o subsídio de maternidade. Nunca descobri como podem as pessoas sobreviver a esta crueldade, com que nenhum governo sério pactuaria.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Classe dos burlões profissionais
Hoje de tarde, na SIC, segui o programa Praça Pública. No estúdio, o moderador tinha a seu lado Paulo Baldaia, que chefia a redacção do Jornal de Notícias. O assunto versava a guerra sem quartel que se trava no CDS/PP e a generalidade das pessoas que telefonaram para o programa criticou, ora um ora outro, os contendores, a saber: Paulo Portas, Ribeiro e Castro e Maria José Nogueira Pinto.No final, aos dois jornalistas não podia faltar a habitual conclusão dos que tudo generalizam abusivamente: o povo está farto da classe política! Sem mais…
Ora eu, que sempre votei no PCP, quero aqui expressar publicamente que nunca me senti desiludido pela prática política nem pelo uso que o Partido deu ao meu voto. Sempre fiscalizei a acção política dos cidadãos que contribuí para eleger e como resultado obtive a satisfação decorrente de saber cumpridos os compromissos que comigo assumiram.
Sei, também por isso, que é abusivo falar em classe política. O curioso é verificar que a generalidade das pessoas que conheço e não votam no PCP, o fazem reiterada e alternadamente, no ps ou no psd, apesar de saberem – supremo masoquismo – que inevitavelmente serão burladas.
Olhe-se para a prática do governo do senhor Sócrates: prometeu baixar os impostos e elevou-os a um nível insuportável para milhares de famílias. Prometeu criar 150 000 empregos e o desemprego não pára de crescer. Prometeu melhorar a qualidade de vida das pessoas e está a destruir o Serviço Nacional de Saúde. Prometeu ser sério e afinal descobre-se que nem engenheiro é… Prometeu respeitar a Constituição e está a destruir, sob orientação do patronato, direitos conquistados por sucessivas gerações.
Antes dele, outros, embora sob sigla diferente, burlaram de igual forma a confiança e o mandato que o povo lhes atribuiu. Politicamente não passam de vigaristas. Por isso, a conclusão adequada seria: o povo está farto da classe dos burlões.
terça-feira, 27 de março de 2007
Contra o fascismo!
O fascismo não morrreu em Abril de 1974. Cobarde, escondeu-se sob espesso e conivente manto. O poeta ainda alertou para a ilusão dos cravos vermelhos ao peito dos sacanas de ocasião, mas não lhe deram ouvidos.No dia exacto em que se fez a Revolução, começou a marcha para a destruir. Spínola rapidamente se rodeou de gente fiel. Ao lado de fascistas conhecidos, marcaram presença, entre outros, Soares e Alegre. Posteriormente, a este duo juntou-se Carlucci. Juntos, escreveram páginas tenebrosas contra Portugal e não há poesia que as apague. Se não repetiram a tragédia chilena, sabe-se hoje, foi porque um partido heróico, o PCP, mobilizou o povo contra o fascismo. Seria curioso analisar quem amnistiou os fascistas que por todo o país, sobretudo nos centros de trabalho do PCP, colocaram bombas e mataram pessoas.
Ao longo destes anos, tudo o que de mais retrógrado foi feito contra os portugueses tem a assinatura de soares, alegre e Cia. Por isso, não admira que na noite em que o bandido foi entronizado, um palerma chamado josé manuel barroso, ele mesmo um golpista, tivesse optado por atacar cobardemente Álvaro Cunhal.
sexta-feira, 23 de março de 2007
José Sócrates não é engenheiro

A investigação sobre a alegada licenciatura, em engenharia, do senhor José Sócrates , foi desencadeada, conduzida e aprofundada pelo corajoso Prof. António Balbino Caldeira, meu querido amigo. Durante demasiado tempo, o silêncio que se fez ouvir de forma estrondosa na comunicação social dominante e nos blogues do sistema, parecia antecipar o êxito do pesado manto censório. Porém, os torquemadas de serviço não puderam controlar todas as mentes e desesperaram quando o advogado José Maria Martins, enviou ao Procurador-Geral da República uma participação criminal para que seja investigado o assunto e apurada toda a verdade.
Desde então, sucedem-se as peripécias que podem ser estudadas no Portugal Profundo, através da escrita combatente do António. Agora, chegada a vez das consciências de aluguer, sucedem-se as tomadas de posição que mostrando não haver limites para a desfaçatez, visam mascarar a realidade, mostrar minorar os danos e mudar qualquer coisinha para que tudo fique na mesma. Foi assim no processo Casa Pia. Será assim sempre que o poder se sentir ameaçado. Convém, por isso, não esquecer o essencial: sabendo-se hoje que afinal José Sócrates não é engenheiro - já sabíamos que também não é socialista, ao contrário do que disse ser reiteradamente - importa apurar se é licenciado. E se o não for, retirar desse facto as devidas consequências.

